Qual a posição do Brasil na produção global de gás natural?

O Brasil atualmente ocupa a 28ª posição no ranking global de produção de gás natural, conforme apresentado na tabela abaixo. Os dados são do relatório BP Statistical Review, que agrega as informações disponíveis mais recentes de cada país. No caso do Brasil, por exemplo, a produção de 109,9 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) é a informação divulgada no Anuário Estatístico 2018 da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Fonte: BP Statistical Review – 2018

Observado a disposição geográfica dos dez países maiores produtores, conforme visto no mapa a seguir, vemos que os Estados Unidos e a Rússia superam de longe a concentração histórica do Oriente Médio, que ainda conta com Irã, Qatar e Arábia Saudita com alta produção. Outros países espalhados pelo mundo, como Canadá, China, Noruega, e Austrália completam a lista dos top 10. Na América do Sul, vemos a ascensão do Brasil para a 20ª posição em detrimento de países tradicionalmente produtores como a Venezuela, cuja crise político-econômica tem feito a produção de gás natural junto com a do petróleo, e Argentina.

Fonte: US Energy Information Administration (EIA)

O Brasil ainda está um pouco longe dos primeiros colocados no ranking global da produção de gás natural dado que até os 90 esta era uma indústria bastante incipiente no país, concentrada apenas nos grandes reservatórios offshore da Bacia de Campos que supria a Região Sudeste, e um pouco na Região Nordeste e Norte. Desde o início da década de 2010, o Brasil está capturando os excelentes resultados da exploração e desenvolvimento das enormes jazidas de hidrocarbonetos sob a Camada Pré-sal, nas águas profundas das bacias de Santos e Campos, que mais do que compensou as taxas de declínio dos grandes campos do pós-sal da Bacia de Campos.

A partir dos estudos da EPE (Plano Decenal de Expansão de Energia – PDE 2024 e 2027), é possível projetar a produção de gás natural associado e não-associado para os próximos 10 anos. O gás natural vem se destacando mundialmente como diretriz da transição energética para uma matriz de baixo carbono, por ser o mais limpo entre os combustíveis fósseis. Há uma oportunidade para o gás natural atuar como energético base, garantindo o suprimento nos momentos de queda no fornecimento. O gás pode ser o combustível adotado para a transição devido a uma possível oferta abundante. A disponibilidade da oferta prevista depende da ampliação da demanda existente, com incentivo à construção de novos gasodutos de escoamento, transporte e distribuição, e estações de tratamento de gás.

(Fonte: CBIE)

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