Aumenta a diferença negativa entre o preço da gasolina doméstica e o preço internacional

RIO – De acordo com a atualização mais recente, em 24 de agosto de 2020, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,02/litro (ou -1,1%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA). O resultado teve influência da estabilidade do preço internacional do diesel, com relação ao preço da semana anterior (17/8), e do aumento de 2,7% na taxa de câmbio (R$/US$). Também influenciou o resultado, o ajuste de 5% no preço do diesel na refinaria nacional realizado pela Petrobras, a partir de 21 de agosto.

Veja o histórico dos últimos 12 meses no gráfico abaixo:

Na média semanal (de 17 a 24 de agosto), o preço do óleo diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,06/litro (ou -3,0%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA).

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,47/litro (ou -20,3%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA), em 24 de agosto. O resultado contou com a elevação do preço internacional da gasolina em 16,7%, com relação à semana anterior, e a variação da taxa de câmbio, citada acima. O preço da gasolina na refinaria nacional foi reajustado em 6% pela Petrobras, também, a partir de 21 de agosto.

Acompanhe a variação nos últimos 12 meses:

Na média semanal (de 17 a 24 de agosto), o preço da gasolina na refinaria nacional ficou R$ 0,34/litro (ou -16,1%) abaixo do preço do Golfo do México (EUA).

Na semana em análise, o preço barril de petróleo, que tem forte influência sobre o comportamento dos preços dos combustíveis, permaneceu limitado pela pandemia de coronavírus (COVID-19) no mundo, que consequentemente afeta a demanda pela commodity. Dados do Mercado de Trabalho dos Estados Unidos (EUA) indicaram aumento no número de solicitações de auxílio, contrariando as expectativas de queda. O dado acabou por gerar receios sobre a recuperação da economia norte-americana, levantando dúvidas sobre a recuperação da demanda por petróleo. Por outro lado, notícias positivas sobre vacinas e tratamento para a COVID-19 estão começando a dar perspectivas positivas ao mercado.

Os preços também foram influenciados pelo resultado da reunião os integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+). A reunião, que precedeu uma conferência dos países produtores pertencentes ao grupo prevista para 30 de novembro, foi destinada a discutir métodos para um acordo de redução da produção de petróleo no mundo e fazer frente aos grandes estoques. O Comitê Conjunto de Monitoramento Ministerial da OPEP+ enfatizou a necessidade de seguir rigorosamente seus planejados cortes na produção de petróleo para evitar que a recuperação do mercado seja prejudicada por um possível ressurgimento do novo coronavírus.

Por outro lado, os preços do petróleo foram impulsionados pelas previsões de duas tempestades tropicais na costa do Golfo do México (EUA). Como forma de prevenção, houve a interrupção de quase 58% da produção de petróleo e 45% da produção de gás natural na região, de acordo com o Bureau of Safety and Environmental Enforcement. Para o mercado, uma queda na produção de petróleo oferece um fôlego para os investidores, que têm visto a produção global aumentar nas últimas semanas, em meio a recuperação da demanda mais lenta.

Outro fator que contribuiu para a variação dos preços foi o avanço das negociações comerciais entre os EUA e a China, apesar da tensão entre os países.

Veja a variação anual.

(Fonte: CBIE)

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