Com defasagem negativa, preço dos combustíveis se aproximam da paridade internacional

Por CBIE

De acordo com a atualização mais recente, em 13 de dezembro, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou em R$ 0,11/litro (ou -3,2%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA). O resultado deve-se ao aumento de 2,4% no preço internacional do diesel, junto à redução de 0,9% na taxa de câmbio (R$/US$), com relação à semana anterior (6/12). Não houve ajustes no preço de refinaria doméstico do diesel na semana em análise.

Veja o histórico dos últimos 2 anos no gráfico abaixo:

Na média semanal (de 6 a 13 de dezembro), o preço do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,10/litro (ou -2,9%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA).

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,14/litro (ou -4,3%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA), em 13 de dezembro. O resultado teve influência do aumento de 1,4% no preço internacional da gasolina, com relação à última semana, e da variação da taxa de câmbio, citada acima. Na semana em análise não houve alterações no preço de refinaria doméstica da gasolina, porém, a Petrobras anunciou reajuste de 3%, a partir de 15 de dezembro.

Acompanhe a variação nos últimos 2 anos:

Na média semanal (de 6 a 13 de dezembro), o preço da gasolina na refinaria nacional ficou R$ 0,16/litro (ou -4,8%) abaixo do preço do Golfo do México.

No período em análise, o preço do barril de petróleo tipo Brent permaneceu sob influência dos efeitos da pandemia do coronavírus (Covid-19). A contagem de novos casos no mundo manteve crescimento estável na última semana, impulsionados pela variante Ômicron, que segundo as pesquisas recentes, realizadas pelo cientista conselheiro do ministro de saúde japonês, é quatro vezes mais transmissível que a Delta, e pode vencer a imunização natural. Autoridades do setor de saúde aconselham, com urgência, a intensificação das campanhas de vacinação. O impacto da nova variante sob a demanda ainda é incerto, porém, dados preliminares apontam para resistência dos indicadores econômicos. O mercado continua atento à imposição de novas medidas restritivas e à evolução da disseminação da Ômicron.

Os dados oficiais de estoques de petróleo nos Estados Unidos (EUA), divulgados na última semana, indicaram queda nos estoques da commodity. De acordo com o relatório semanal da Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês), os estoques norte-americanos de petróleo diminuíram 0,2 milhão de barris, atingindo volume de 432,9 milhões ao final do período de análise, volume 7% menor do que a média dos últimos cinco anos. Para além, o relatório reportou, também, ganhos de 3,9 milhões de barris nos estoques norte-americanos de gasolina, que atualmente se encontram em nível 5% menor do que a média dos últimos cinco anos.

Na semana de referência, a EIA publicou o “Short-Term Energy Outlook” referente ao mês de dezembro. No relatório, a agência prevê que o preço médio do petróleo Brent será de US$ 71 por barril (US$/b) em dezembro, e se manterá próximo dos preços correntes ao longo de 2022, alcançando média de US$ 70/b. Segundo a EIA, a expectativa para o ano seguinte é de que o crescimento da produção de membros e não da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+), junto ao tight oil norte-americano, irá ultrapassar o crescimento lento do consumo mundial de petróleo, especialmente sob efeito de novas preocupações relacionadas à variante Ômicron.

A commodity registrou seus maiores ganhos em mais de três meses. O consumo de combustíveis permaneceu não afetado pelo surgimento da nova variante de Covid-19, e a volta do movimento altista pode representar um mercado mais confiante, entretanto, os “rallies” são pontuados por ondas de venda, motivadas por anúncios acerca do crescimento de infecções e restrições de viagens internacionais.

Segundo representante da BP, o preço do barril do Brent vem sofrendo com crescentes deslocamentos. Para a companhia, os deslocamentos são resultado de liquidez insuficiente nos mercados, e modificações nos termos dos contratos futuros do Brent. A análise sugere que tanto os preços no mercado Spot, quanto aqueles negociados no mercado futuro, podem ser influenciados pela especulação e imperfeição informacional.

A commodity foi influenciada, também, pela entrega do primeiro lote de petróleo pertencente as reservas estratégicas do EUA. Analistas buscam indexar às liberações ao cálculo dos preços no mercado futuro, além de vigiar com atenção as movimentações dos outros cinco países, que declararam a liberação junto ao presidente norte-americano e até o momento não se manifestaram.

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