Defasagem negativa reduzida entre o preço doméstico e o internacional da gasolina e do diesel na refinaria

RIO – De acordo com a atualização mais recente, em 26 de maio de 2020, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,11/litro (ou 7,3%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA). O resultado teve influência da elevação de 3% no preço internacional do diesel, com relação ao preço da semana anterior (19/05), e da redução de 6,1% na taxa de câmbio (R$/US$). Em 19 de maio, a Petrobras realizou um aumento de 8% no preço do diesel na refinaria, no dia 19, e outro de 7% em 27 de maio, sendo o impacto deste último ajuste verificado na próxima atualização de dados.

Veja o histórico dos últimos 12 meses no gráfico abaixo:

Na média semanal (de 19 a 26 de maio), o preço do óleo diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,15/litro (ou 9,6%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA).

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,24/litro (ou 15,9%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA), em 26 de maio. Contribuiu para o resultado, o aumento de 0,5% no preço internacional da gasolina, com relação a semana anterior, e a variação da taxa de câmbio, já citada. Com a finalidade de reduzir a diferença com relação ao preço internacional, a Petrobras realizou um aumento no preço nacional da gasolina, de 12%, a partir do dia 21, e outro de 5% em 27 de maio.

Acompanhe a variação nos últimos 12 meses:

Na média semanal (de 19 a 26 de maio), o preço da gasolina na refinaria nacional ficou R$ 0,33/litro (20,9%) abaixo do preço do Golfo do México (EUA).

Nesta semana, os preços do petróleo e, por consequência os da gasolina e do diesel no mercado internacional, receberam novos estímulos de anúncios positivos da China e dos avanços nas etapas de pesquisa de uma vacina contra o Coronavírus (COVID-19). Os mercados comemoraram a promessa do banco central chinês de fortalecer a política monetária para reanimar a economia paralisada pela pandemia de COVID-19, fato que impulsionará a demanda. A China, também, se comprometeu a trabalhar junto à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) pela estabilização do mercado mundial de petróleo. A potência chinesa espera recuperar em breve seus antigos padrões de consumo de energia, e quer trabalhar em estreita colaboração com a OPEP para estabilizar a indústria de petróleo. O acordo ganha importância por unir os maiores produtores de petróleo do mundo e o maior consumidor global da commodity.

O mercado, ainda, teve a influência da queda nos estoques de petróleo nos Estados Unidos, por cortes de ofertas liderados pela OPEP e pela recuperação da demanda em outros países em meio à flexibilização dos lockdowns relacionados à pandemia. Por outro lado, o preço do petróleo foi influenciado negativamente pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e China, diante dos planos do país asiático para uma nova lei de segurança nacional em Hong Kong, e pela dúvida de agentes do mercado acerca do compromisso da Rússia com cortes de produção do produto.

Veja a variação anual.

(Fonte: CBIE)

 

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