Diesel e gasolina na refinaria nacional abaixo do preço na referência internacional

RIO – De acordo com a atualização mais recente, em 11 de maio de 2020, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,15/litro (ou 10,1%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA). O resultado teve influência da elevação de 9,9% no preço internacional do diesel com relação ao preço da semana anterior (04/05) somada ao crescimento de 3,8% na taxa de câmbio (R$/US$). Não houve ajuste no preço do diesel na refinaria doméstica na semana em análise. O último ajuste de preços realizado pela Petrobras foi no dia 27 de abril.

Veja o histórico dos últimos 12 meses no gráfico abaixo:

Na média semanal (de 4 a 11 de maio), o preço do óleo diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,07/litro (ou 5,0%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA).

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,43/litro (ou 29,6%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA), em 11 de maio. Contribuiu para o resultado, a elevação no preço internacional da gasolina, de 15,4%, e a variação da taxa de câmbio, já citada. A diferença de preços permaneceu significativa, mesmo após o aumento de 12% concedido pela Petrobras aos preços de refinaria a partir de 07 de maio. Por tal fato, a companhia realizou um novo aumento no preço nacional da gasolina, de 10%, a partir de 14 de maio, cujos efeitos só serão verificados na análise da próxima semana.

Acompanhe a variação nos últimos 12 meses:

Na média semanal (de 4 a 11 de maio), o preço da gasolina na refinaria nacional ficou R$ 0,42/litro (29,9%) acima do preço do Golfo do México (EUA).

No período analisado, os preços do petróleo avançaram após a Arábia Saudita anunciar a pretensão de ampliar os cortes de produção em mais 1 milhão de barris por dia, em junho. Outros membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), como Emirados Árabes Unidos e Kuwait, também manifestaram interesse em novos cortes de produção. Os preços, ainda, foram influenciados pela divulgação do relatório dos estoques nos Estados Unidos, que recuaram ante uma expectativa de alta pelo mercado.

Apesar disso, os sinais de uma possível segunda onda de infecções por coronavírus preocupou o mercado após o registro em Wuhan, epicentro da doença na China, do primeiro grupo de novos casos desde o fim da quarentena na região há um mês. Também houve registro de novos infectados na Alemanha e Coreia do Sul, dias após o relaxamento das medidas de isolamento social, ampliando temores de que a pandemia possa sair do controle, ampliando o prazo de recuperação da atividade econômica e prolongando a redução da demanda por combustíveis.

Veja a variação anual.

(Fonte: CBIE)

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