Permanece alta a defasagem negativa entre o preço de refinaria do diesel

Por CBIE

De acordo com a atualização mais recente, em 27 de setembro, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou em R$ 0,49/ litro (ou -14,8%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA). O resultado deve-se ao aumento de 3,4% no preço internacional do diesel, somado ao aumento de 0,3% na taxa de câmbio (R$/US$), com relação à semana anterior (20/9). Não houve ajustes no preço de refinaria doméstico do diesel na semana em análise. A Petrobras anunciou um aumento de 8,9% no preço do diesel na refinaria partir de 29 de setembro, mas o impacto desse ajuste só será verificado na próxima semana.

Veja o histórico dos últimos 2 anos no gráfico abaixo:

Na média semanal (de 20 a 27 de setembro), o preço do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,43/litro (ou -13,3%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA).

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,46/litro (ou -14,2%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA), em 27 de setembro. O resultado teve influência da elevação de 0,7% no preço internacional da gasolina, com relação à última semana, e da variação da taxa de câmbio, citada acima. O preço de refinaria nacional da gasolina, também, não foi ajustado, na semana em análise.

Acompanhe a variação nos últimos 2 anos:

Na média semanal (de 20 a 27 de setembro), o preço da gasolina na refinaria nacional ficou R$ 0,43/litro (ou -13,3%) abaixo do preço do Golfo do México.

No período em análise, o preço do barril de petróleo tipo Brent permaneceu sob influência dos efeitos da pandemia do coronavírus (Covid-19). Permanece o receio de possíveis efeitos da variante Delta sobre a demanda de petróleo, mas o avanço da imunização, à nível mundial, está viabilizando a retomada das atividades em muitas economias, fato que está ampliando a demanda por energia. Além disso, interrupções na produção global e o impacto do furacão Ida na produção norte-americana tornaram a oferta restrita e forçaram as empresas de energia a retirarem grandes quantidades de petróleo dos estoques.

Dados do Departamento de Energia dos EUA (DoE) mostraram que os estoques de petróleo caíram 3,5 milhões de barris na semana passada, superando a queda estimada pelo mercado de 2,4 milhões, segundo o “Wall Street Journal”.

Na semana em análise, os contratos futuros do petróleo tipo Brent atingiram o maior nível dos últimos três anos. Já o barril do tipo WTI, a referência americana, atingiu o nível mais alto desde meados de julho, nesse caso, em meio à produção e aos níveis baixos dos estoques da commodity nos Estados Unidos (EUA) somado ao aumento do apetite por risco entre os investidores.

A variação observada no preço do petróleo, também, teve influência do tom mais agressivo do Federal Reserve (Fed) em relação à retirada dos estímulos monetários, além da decisão de manter as suas taxas de juros de referência e o seu programa de compras de títulos inalterados. Igualmente, o Banco da Inglaterra (BoE) mostrou-se favorável a um aperto monetário. Houve, ainda, preocupações em relação à dívida da incorporadora chinesa Evergrande.

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