Preço do diesel na refinaria nacional está próximo da paridade internacional

RIO – De acordo com a atualização mais recente, em 20 de julho de 2020, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,06/litro (ou 3,1%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA). O resultado teve influência do aumento de 1,5% no preço internacional do diesel, com relação ao preço da semana anterior (13/7), e do leve aumento de 0,3% na taxa de câmbio (R$/US$). Em 17 de julho, a Petrobras elevou o preço do diesel na refinaria nacional em 6%.

Veja o histórico dos últimos 12 meses no gráfico abaixo:

Na média semanal (de 13 a 20 de julho), o preço do óleo diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,11/litro (ou 6,1%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA).

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,10/litro (ou 5,3%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA), em 20 de julho. Contribuiu para o resultado, a redução do preço internacional da gasolina em 1,4%, com relação à semana anterior, e a variação da taxa de câmbio, citada acima. Em 17 de julho, a Petrobras, também, aumentou o preço de refinaria da gasolina só que em 4%.

Acompanhe a variação nos últimos 12 meses:

Na média semanal (de 13 a 20 de julho), o preço da gasolina na refinaria nacional ficou R$ 0,14/litro (7,8%) abaixo do preço do Golfo do México (EUA).

Na semana em análise, os preços do barril de petróleo permanecem influenciados por preocupações com a possibilidade de agravamento do contágio do coronavírus (COVID-19) no mundo, sendo os Estados Unidos (EUA) o foco da apreensão. De acordo com dados da Universidade de Johns Hopkins, os casos de COVID-19 no mundo se aproximam de 15 milhões e as mortes somam mais de 600 mil.

Outro acontecimento que contribuiu diretamente para a variação dos preços foi o resultado da reunião dos países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+). A OPEP e seus aliados concordaram em suspender algumas das restrições de produção, diante dos sinais de recuperação da demanda mundial por petróleo. Ficou acordado que, a partir de agosto, membros da OPEP+ reduzirão seus cortes coletivos de produção para 7,7 milhões de barris por dia (b/d), dos 9,7 milhões b/d que entraram em vigor em maio. O grupo de produtores ainda planejou uma nova redução da produção para 5,8 milhões de b/d entre janeiro de 2021 e abril de 2022.

Também contribuíram para o movimento das cotações do barril de petróleo: a variação dos estoques da commodity nos EUA, informados semanalmente pelo American Petroleum Institute (API); as ações para destravar mais a economia norte-americana; o acordo comunitário fechado para injetar ânimo na União Europeia; e os ganhos no desempenho do mercado chinês.

Veja a variação anual.

(Fonte: CBIE)

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