Preço do diesel na refinaria nacional se aproxima à paridade internacional

Por CBIE

De acordo com a atualização mais recente, em 19 de julho, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou em R$ 0,06/ litro (ou -2,2%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA). O resultado deve-se a contração de 7,8% no preço internacional do diesel, somada a leve variação negativa de 0,5% na taxa de câmbio (R$/US$), com relação à semana anterior (12/07). Não houve ajustes no preço doméstico do diesel na semana em análise.

Veja o histórico dos últimos 12 meses no gráfico abaixo:

Na média semanal (de 12 a 19 de julho), o preço do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,20/litro (ou -6,7%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA).

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,32/litro (ou -10,7%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA), em 19 de julho. O resultado teve influência da redução de 7,6% no preço internacional da gasolina, com relação à última semana, e da variação da taxa de câmbio, citada acima. Não houve ajustes no preço doméstico da gasolina na semana em análise.

Acompanhe a variação nos últimos 12 meses:

Na média semanal (de 12 a 19 de julho), o preço da gasolina na refinaria nacional permaneceu R$ 0,47/litro (ou -14,8%) abaixo do preço do Golfo do México.

No período em análise, o preço do barril de petróleo tipo Brent permaneceu sob influência dos efeitos da pandemia do coronavírus (Covid-19) e pelo impasse no acordo dentro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+). Assim como nas duas últimas semanas, a disseminação da variante Delta pela Europa e Ásia continua a ameaçar a recuperação da economia mundial e a consequente demanda por energia. Adicionalmente, a resolução do impasse na distribuição das cotas de produção entre Arábia Saudita e Emirados Árabes na Opep+ elevaram, ainda mais, os temores de um excesso de oferta no mercado internacional. Logo após a comunicação do grupo registrou-se, na segunda-feira, a queda de 6,75% no contrato futuro para setembro.

O avanço da imunização nos Estados Unidos e na Europa e a consequente baixa taxa de letalidade da nova mutação respaldam a contínua flexibilização das medidas de restrição social. Por isso, o verão tende a ser a válvula de escape para a commodity, dado o aumento no consumo de combustíveis. Em contrapartida, no continente asiático, a pandemia se agrava, em decorrência da variante Delta. Para o segundo semestre, por enquanto, há muita prudência em relação ao desempenho da China e dos demais países asiáticos na imunização da população e no combate à pandemia.

Apesar da performance positiva da economia dos EUA até aqui, ainda há dúvidas para o segundo semestre. Por outro lado, o que contrabalanceou a queda expressiva dos preços na última semana, foram os dados de estoque de petróleo bruto. O Departamento de Energia Americano (DoE) reportou uma contração no estoque de aproximadamente 7,9 milhões de barris, significativamente acima do recuo projetado pelo mercado de 4,0 milhões de barris.

O acordo entre os membros da Opep+ impactou negativamente a cotação futura da commodity. A Arábia Saudita e outros membros do grupo concordaram com o pedido dos Emirados Árabes Unidos e resolveram pelo aumento da oferta de petróleo em 400 mil barris por dia até o fim de 2022, com início de vigor em agosto. Embora o impasse tenha se resolvido, analistas apontam os riscos da retomada de uma guerra de preço como a de 2020, caso os membros comecem a priorizar a individualidade.

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