Preço nacional da gasolina abaixo do internacional, já o do diesel permanece próximo à paridade

RIO – De acordo com a atualização mais recente, em 10 de agosto de 2020, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,06/litro (ou -3,1%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA). O resultado teve influência da leve redução de 0,2% no preço internacional do diesel, com relação ao preço da semana anterior (3/8), e do aumento de 1,6% na taxa de câmbio (R$/US$). A Petrobras não realizou ajuste no preço do diesel na refinaria nacional durante a semana em análise.

Veja o histórico dos últimos 12 meses no gráfico abaixo:

Na média semanal (de 3 a 10 de agosto), o preço do óleo diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,05/litro (ou -2,7%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA).

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,22/litro (ou -11,7%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA), em 10 de agosto. Contribuiu para o resultado, a elevação do preço internacional da gasolina em 4,5%, com relação à semana anterior, e a variação da taxa de câmbio, citada acima. O preço da gasolina na refinaria nacional, também, não foi reajustado na semana em questão.

Acompanhe a variação nos últimos 12 meses:

Na média semanal (de 3 a 10 de agosto), o preço da gasolina na refinaria nacional ficou R$ 0,17/litro (ou -9,2%) abaixo do preço do Golfo do México (EUA).

Na semana em análise, o preço barril de petróleo permaneceu influenciado por preocupações motivadas pela pandemia do coronavírus (COVID-19). Outro fator que contribuiu para a variação dos preços do petróleo foi o anúncio de que o Iraque fará um corte extra de 400 mil barris diários em sua produção de petróleo com a finalidade de cumprir as metas acertadas com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e aliados. O corte superior à cota prevista será realizado para compensar a alta produção dos últimos meses. Como parte do acordo com a OPEP+, o Iraque se comprometeu em reduzir sua produção em 1,06 milhão de barris diários (b/d), mas em julho, o país exportou 2,63 milhões de b/d de petróleo. O petróleo ainda recebeu algum suporte depois que o executivo-chefe da Aramco, a estatal saudita de petróleo, Amin Nasser, reportou projeções positivas para a demanda, dizendo que espera que ela continue a subir ao longo do ano.

Houve, também, a influência de preocupações do mercado sobre a reativação da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo: EUA e China. A tensão entre os países precede uma reunião entre altos representantes dos governos de ambos os países está marcada para 15 de agosto, na qual a pauta será o frágil acordo comercial de “primeira fase” vigente desde janeiro. Além disso, houve a contribuição da queda dos estoques norte-americanos de petróleo, segundo dados divulgados pelo Instituto Americano de Petróleo (API, na sigla em inglês).

Veja a variação anual.

(Fonte: CBIE)

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