Preço nacional da gasolina se mantém abaixo do internacional, e do diesel segue próximo à paridade

RIO – De acordo com a atualização mais recente, em 17 de agosto de 2020, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,06/litro (ou -3,3%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA). O resultado teve influência do aumento de 1,3% no preço internacional do diesel, com relação ao preço da semana anterior (10/8), e do aumento de 1,0% na taxa de câmbio (R$/US$). Também influenciou o resultado, o ajuste de 2% no preço do diesel na refinaria nacional realizado pela Petrobras, a partir de 13 de agosto.

Veja o histórico dos últimos 12 meses no gráfico abaixo:

Na média semanal (de 10 a 17 de agosto), o preço do óleo diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,06/litro (ou -3,1%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA).

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,22/litro (ou -11,3%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA), em 17 de agosto. Contribuiu para o resultado, a elevação do preço internacional da gasolina em 2,8%, com relação à semana anterior, e a variação da taxa de câmbio, citada acima. O preço da gasolina na refinaria nacional foi reajustado em 4% pela Petrobras, a partir de 13 de agosto.

Acompanhe a variação nos últimos 12 meses:

Na média semanal (de 10 a 17 de agosto), o preço da gasolina na refinaria nacional ficou R$ 0,20/litro (ou -10,6%) abaixo do preço do Golfo do México (EUA).

Na semana em análise, o preço barril de petróleo, que tem forte influência sobre o comportamento dos preços dos combustíveis, seguiu limitado pelos casos de coronavírus (COVID-19) no mundo, que permanecem deprimindo a demanda pela commodity. Os preços também foram influenciados pela perspectiva pessimista de demanda publicada pela International Energy Agency (IEA), dada a permanência da pandemia de COVID-19.

Por outro lado, os preços do petróleo foram impulsionados pela notícia de que os integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) tiveram uma alta taxa de cumprimento dos acordos de corte de produção. O grupo cumpriu 97% dos eventos acordados em julho para compensar os efeitos da pandemia sobre a demanda global pela commodity. O mercado aguarda pelas revisões do acordo de corte de produção, embora se espere que os volumes de corte não sejam alterados.

Outro fator que contribuiu para a variação dos preços foi a notícia de que a China planeja comprar uma grande quantidade de petróleo do Estados Unidos, em consequência do acordo entre os dois países. Isso, apesar da reunião para acertos da fase 1 do acordo comercial entre os países, que aconteceria em 15 de agosto, ter sido adiada.

Veja a variação anual.

(Fonte: CBIE)

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