Preços dos combustíveis no mercado internacional avança, diesel nacional permanece próximo à paridade

RIO – De acordo com a atualização mais recente, em 8 de junho de 2020, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,04/litro (ou 2,8%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA). O resultado deve-se ao aumento de 9,8% no preço internacional do diesel, com relação ao preço da semana anterior (1/6), e a redução de 8% na taxa de câmbio (R$/US$). Não houve ajuste no preço doméstico do diesel na refinaria, durante a semana em análise.

Veja o histórico dos últimos 12 meses no gráfico abaixo:

Na média semanal (de 1 a 8 de junho), o preço do óleo diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,05/litro (ou 3,2%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA).

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,29/litro (ou 17,8%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA), em 8 de junho. O resultado teve influência do aumento de 14,6% no preço internacional da gasolina, com relação à semana anterior, e da variação da taxa de câmbio, citada acima. No período em análise, a Petrobras não realizou ajustes no preço nacional da gasolina. No entanto, no dia 9 de junho houve um aumento de 10% no preço do combustível na refinaria, cujo impacto será verificado na próxima análise.

Acompanhe a variação nos últimos 12 meses:

Na média semanal (de 1 a 8 de junho), o preço da gasolina na refinaria nacional ficou R$ 0,26/litro (16,3%) abaixo do preço do Golfo do México (EUA).

Por mais uma semana, os preços da gasolina e do diesel foram influenciados pela reação positiva do petróleo no mercado internacional. Os produtores de petróleo pertencentes à OPEP e aos países aliados, que compõem o grupo OPEP+, concordaram em prorrogar o acordo sobre cortes de produção até o final de julho. Em abril, os membros da OPEP+ pactuaram um corte de oferta de 9,7 milhões de barris por dia, entre maio e junho, para apoiar os preços do petróleo, que atingiram mínimas históricas por consequência da pandemia de coronavírus. Além disso, as importações chinesas da commodity atingiram uma máxima histórica em maio. A conjunção dos fatores levou os contratos futuros do barril de petróleo a alcançarem  máximas, não vistas desde 6 de março, durante os pregões desta semana.

Veja a variação anual.

(Fonte: CBIE)

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