Reduz a defasagem negativa entre o preço de refinaria nacional e internacional do diesel

Por CBIE

De acordo com a atualização mais recente, em 15 de novembro, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou em R$ 0,25/litro (ou -7%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA). O resultado deve-se a queda de 3,1% no preço internacional do diesel, junto a redução de 0,3% na taxa de câmbio (R$/US$), com relação à semana anterior (8/11). Não houve ajustes no preço de refinaria doméstico do diesel na semana em análise.

Veja o histórico dos últimos 2 anos no gráfico abaixo:

Na média semanal (de 8 a 15 de novembro), o preço do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,30/litro (ou -8,3%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA).

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,36/litro (ou -10,1%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA), em 15 de novembro. O resultado teve influência da queda de 0,3% no preço internacional da gasolina, com relação à última semana, e da variação da taxa de câmbio, citada acima. O preço de refinaria nacional da gasolina, também, não foi ajustado, na semana em análise.

Acompanhe a variação nos últimos 2 anos:

Na média semanal (de 8 a 15 de novembro), o preço da gasolina na refinaria nacional ficou R$ 0,34/litro (ou -9,7%) abaixo do preço do Golfo do México.

No período em análise, o preço do barril de petróleo tipo Brent permaneceu sob influência dos efeitos da pandemia do coronavírus (Covid-19).Na última semana, o número de novos casos diários bateu recordes em países do Leste e do Centro da Europa, com destaque para a Áustria, Holanda, Alemanha e Rússia. De acordo com o relatório semanal de Covid-19 da Organização Mundial da Saúde (WHO, na sigla em inglês), de modo geral, os indicadores de novos casos da virose estão em declínio, com exceção da Europa, com crescimento de 7% impulsionado pelo aumento em países com baixo índice de vacinação, e da África, onde foi observado crescimento de 3%. Portanto, apesar da permanência da preocupação acerca de uma nova onda, o crescimento de casos ainda é um movimento pontual, e nos países afetados, medidas restritivas e de incentivo a vacinação voltam a ser promovidas por agentes governamentais.

Os dados oficiais de estoques de petróleo nos Estados Unidos (EUA), divulgados na última semana, indicaram crescimento pelo terceiro período consecutivo. De acordo com o relatório semanal da Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês), os estoques norte-americanos de petróleo subiram 1 milhão de barris, alcançando 435,1 milhões ao final da semana de análise. Entretanto, o relatório reportou, também, queda nos estoques norte-americanos de gasolina e das reservas do armazém de Cushing, Oklahoma. Os movimentos de estoques observados nas últimas semanas, apontam para uma redução na defasagem entre a oferta e demanda nos mercados futuros, e efeito contrário no mercado spot.

A cotação da commodity foi influenciada, também, pela publicação do Short-Term Energy Outlook, da EIA, em 9 de novembro. A agência prevê lateralização dos preços do Brent até o fim deste ano, fechando o quarto trimestre com média de US$ 82 por barril (b), e queda para abaixo de US$ 80/b do petróleo estadunidense até dezembro. Segundo o relatório, impulsionado pelo aumento da produção de membros, assim como não membros, da Organização dos Países Produtores de Petróleo e Aliados (OPEP+), junto a investimentos em óleo bruto leve norte-americano, configurando cenário de sobreoferta da commodity, o Brent pode cair a uma média anual, em 2022, de US$ 72/b, enquanto o petróleo norte-americano pode chegar em US$ 62/b até o fim do ano.

Ao longo da semana de análise, o preço do barril sofreu reflexo, ainda, de especulações acerca da liberação ou não, das reservas estratégicas dos EUA. Rumores ao redor da decisão de Biden deixaram os investidores apreensivos quanto aos movimentos do mercado no curto-prazo, um possível aumento da oferta pode reduzir consideravelmente os preços internacionais, porém, pode acarretar, também, em efeitos indesejados se realizada de forma súbita.

Os mercados internacionais foram influenciados pelo atraso do pagamento, por parte da Evergrande, segunda maior companhia do setor imobiliário chinês, de mais uma parcela de juros aos seus acionistas. A companhia já havia atrasado pagamentos em setembro, causando fortes baixas que reverberaram por diferentes setores da economia, inclusive o de petróleo, e o feito se repetiu nesta última semana. A Agência de Triagem de Mercado Alemã (DMSA, na sigla em alemão), é investidora da companhia, e iniciou os procedimentos de falência contra a construtora, além de chamar outros investidores para se juntar ao processo. Agentes financeiros temem a repetição do fenômeno observado em 2008 com a falência do banco de investimentos Lehman Brothers, assim, os movimentos da Evergrande e suas possíveis repercussões geram apreensão.

Ao final do período de análise, Japão e China se juntaram aos pedidos norte-americanos de incremento de produção, enquanto isto, já foram colocadas em curso negociações entre representantes da China e dos EUA para acordo de liberação de reserva estratégicas de ambos os países.

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