Faz Sentido uma Estatal de Petróleo?

Por Adriano Pires

Neste momento de transição energética, os combustíveis fósseis cada vez mais terão menor valor

 

No Brasil o intervencionismo/populismo e o monopólio da Petrobras sempre representaram uma barreira a concorrência e a atração de investimento em toda a cadeia da indústria de óleo e gás natural. Esses dois conceitos sempre caminharam e cresceram de mãos dadas. A simbiose perfeita. Não é por acaso que os defensores do monopólio são os mesmos que preconizam as políticas intervencionistas. Por exemplo, o preço do combustível deveria refletir o custo do petróleo e não a paridade de importação. Basta olharmos pelo retrovisor e verificaremos o mal que o monopólio e o intervencionismo fizeram e fazem ao Brasil.

A Petrobras nasceu de um grande movimento nacionalista associado ao melhor slogan já visto no Brasil: “O Petróleo é Nosso”. Curioso observar que mesmo não produzindo petróleo durante décadas, a Petrobras tornou-se o maior ícone nacional, uma verdadeira Campeã Nacional se confundindo com a psique da Pátria. Nesse conceito de Campeã Nacional, a empresa incorporou o complexo de gigantismo e passou a atuar em vários segmentos, sem critérios técnicos e econômicos e, com isso, muitas vezes, perdeu o foco. O porte e diversidade de áreas de atuação da Petrobras tornou a empresa em diferentes momentos ingovernável, face à magnitude e complexidade dos negócios sob seu controle direto.

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