Quando o Sol não brilha e o vento não sopra, a quem recorrer?

Por Adriano Pires

Incentivar energias renováveis é necessário, mas o pós-pandemia demanda também o uso de fontes baratas e abundantes

 

Desastres naturais estão acentuando as deficiências nos sistemas de energia. A passagem do furacão Ida, nas últimas semanas, destruiu a rede elétrica no estado da Louisiana e, ainda, deixou centenas de pessoas sem energia. Na Califórnia, incêndios florestais detonaram equipamentos da rede elétrica, destruindo milhares de casas e empresas.

O vento no Mar do Norte da Europa parou de soprar e a desaceleração na produção de eletricidade eólica, na costa do Reino Unido, nas últimas semanas, devastou os mercados regionais de energia. Na China, as ambiciosas metas de combate às mudanças climáticas do presidente Xi Jinping, frearam a mineração de carvão e já causam problemas na geração de energia no país. No Brasil, a pior seca dos últimos 91 anos, traz o fantasma do racionamento de 2001 de volta para nossas discussões.

Na Europa, usinas de eletricidade movidas a gás e carvão foram chamadas para compensar o déficit de vento. Os efeitos das crises climáticas na Alemanha e na Califórnia estão provando que o gás natural não irá “desaparecer” como mágica, através de artigos publicados no Financial Times e na Economist. Mesmo com dinheiro ilimitado e apoio político para investir nas energias renováveis, está comprovado que o gás natural é uma fonte fundamental para manter o sistema elétrico funcionando. No total, as fontes convencionais de energia –incluindo carvão, gás natural e energia nuclear– representaram 56% do total da eletricidade fornecida à rede elétrica da Alemanha no 1º semestre de 2021.

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Publicado originalmente pelo Poder360.

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