Custos de Transação

O excesso de regulação e regulamentação tem gerado um crescimento da burocratização da economia, significando aumento dos custos das empresas e consequentemente de toda sociedade. Mudar essa lógica e esse comportamento será mais um desafio transformacional a ser enfrentado no pós coronavírus. O excesso de exigências regulatórias e regulamentares, absolutamente desnecessárias, matam o espírito do empreendedorismo e com isso o espírito do capitalismo. Muita regulação e regulamentação afetam sobremaneira dois recursos muito valiosos para quem quer investir em novos empreendimentos: seu tempo e sua capacidade de experimentar coisas novas.

Destruição Criativa

Em 1942 Joseph Schumpeter escreveu um livro chamado Capitalismo, Socialismo e Democracia. Esse livro se transformou num clássico da literatura econômica e leitura obrigatória. Aliás em tempo de isolamento vale citar o escritor Eduardo Agualusa: “Ler, é a melhor maneira de contrariar o isolamento. Leitores não são ilhas. São universos em expansão.”

Populismo nunca dá certo

O governo precisa, entender que as concessões ligadas a serviço de infraestrutura são públicas, e não políticas. Nossas autoridades tanto federais como estaduais parecem não ter esse entendimento, principalmente, em períodos eleitorais e de crise. Com isso, os melhores investidores privados são afastados desses setores e se perpetuam no país serviços de infraestrutura de baixa qualidade, comprometendo a competitividade dos produtos brasileiros e penalizando toda a sociedade. E os tão sonhados e desejados investimentos em infraestrutura nunca chegam no montante que o país precisa.

Tempos bicudos e tristes

No Brasil e no mundo parece estarmos vivendo o cenário do apocalipse de um filme de ficção de Hollywood ou então uma terceira guerra mundial. Países fechando as fronteiras, as bolsas quebrando, o barril do petróleo abaixo dos 30 dólares, falta de mercadoria nas prateleiras dos supermercados, a saúde colapsando e policiais nas ruas impedindo aglomerações. As projeções de crescimento econômico mundial na ordem de 1,5% e o preço do barril em torno de 35 dólares na média para 2020 e 21. É bom lembrar que no início de 2020 o Brent no mercado futuro era precificado a 66 dólares. O custo global da crise pode chegar a mais de 3 trilhões de dólares. Ou seja, estamos perdendo o ano de 2020. No caso da América Latina a combinação da queda dos preços do petróleo, colapso da moeda e coronavírus vai manter o crescimento abaixo dos 2% em 2020.