Análise Semanal da Defasagem – 13/03/2025
No informe de hoje, 13 de março, divulgamos os dados diários e semanais do CBIE sobre defasagem da gasolina, diesel e GLP.
Leia aqui o relatório completo, incluindo versão em inglês.
Cenário Internacional – No período de análise, os contratos futuros do petróleo e seus derivados tiveram outra semana de ganhos extraordinários, mantendo, entretanto, a tendência de alta volatilidade intradiária. A escalada da guerra no Oriente Médio foi novamente o principal fator de suporte para as cotações, suprimindo a influência de indicadores econômicos ou estruturais.
Durante o fim de semana, a perspectiva de novas restrições à oferta de curto prazo alimentou a valorização do barril. O presidente norte-americano afirmou que seu país não tem mais interesse em negociar com o Irã e que não irá aceitar nada além de um rendimento incondicional, sinalizando a possibilidade de uma guerra prolongada na região. Já o ministro de energia do Catar, declarou, em entrevista ao Financial Times, que o confronto no Oriente Médio pode prejudicar toda a economia global, prevendo que todos os principais exportadores de energéticos do Golfo Pérsico devem interromper ou reduzir suas produções nas próximas semanas.
Em seguida, Israel atingiu pelo menos 30 depósitos de petróleo e derivados do Irã, evento que foi seguido pelo anúncio de redução das metas de produção da Arábia Saudita, ambos sinalizando um futuro próximo com menos barris em circulação. Após atingir um pico de quase US$ 120 por barril (b) na manhã de segunda-feira, a commodity sofreu uma correção abrupta em resposta a comentários otimistas de Donald Trump quanto a guerra no Oriente Médio. Durante coletiva de imprensa, o presidente norte-americano insistiu que o conflito no Irã deve acabar “em breve, muito em breve”. O executivo também levantou a possibilidade de aliviar sanções sobre a indústria de Óleo e Gás (O&G) da Rússia a fim de mitigar os efeitos das novas restrições à oferta global.
No meio da semana, apesar de membros da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) terem concordado com a liberação de 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas, um movimento que pode mitigar parcialmente os impactos da guerra no Oriente Médio, a escalada do conflito continuou oferecendo suporte às negociações. A percepção de risco cresceu de forma expressiva após mísseis e drones iranianos atingirem 3 embarcações no Estreito de Ormuz e no Golfo Pérsico. Simultaneamente, a república islâmica também lançou uma nova rodada de ataques em ativos estratégicos de Israel.
Durante os últimos dias, o barril vem reagindo de forma brusca a quaisquer movimentos especulativos, ressaltando a percepção de alto risco geopolítico e da elevada incerteza que se instaurou nos mercados de commodities. Na última sessão, os ganhos do petróleo foram sustentados por comentários do recém-empossado líder supremo do Irã, Aiatolá Mojtaba Khamenei, que afirmou que seu país deve continuar utilizando seu controle do Estreito de Ormuz e ataques a seus vizinhos no Golfo Arábico como uma estratégia de guerra.
Petróleo Brent: Entre 5 e 12 de março, os contratos futuros do petróleo tipo Brent registraram valorização de 17,62%, iniciando o período em US$ 85,41/b e fechando em US$ 100,46/b.
Cenário Nacional: A Petrobras não realizou ajustes nos preços dos produtos vendidos em suas refinarias no período de análise.
Taxa de Câmbio: Entre 5 e 12 de março, a taxa de câmbio do real em relação ao dólar registrou variação de -0,76%, iniciando o período em R$ 5,24/US$ e fechando em R$ 5,20/US$.

Dados
13 de Mar de 2026