Saída dos Emirados Árabes da OPEP pode derrubar preço do petróleo, avalia Adriano Pires | Rádio BandNews FM
17 de abr. de 2026
Emirados Árabes fora da Opep é disputa geopolítica e pode baratear petróleo
Atual nono maior produtor do óleo negro quer aumentar produção e pode ajudar no controle dos preços; barril ultrapassou US$ 100
O anúncio da saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep escancara uma disputa geopolítica entre os países produtores de petróleo do Oriente Médio. Segundo o economista e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, a monarquia do golfo aproveita a guerra no Irã para aumentar a própria produção do óleo negro.
Como integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, os Emirados Árabes Unidos precisavam cumprir uma cota de produção, atualmente em 3,5 milhões de barris por dia. Nono maior produtor da commodity no mundo, o país vinha pressionando a Arábia Saudita para liberar um aumento da produção.
A Opep funciona como um cartel, controlando a produção do petróleo, garantindo assim o preço do barril conforme julga benéfico. O grupo de países existe há 60 anos e já foi criticado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acusou a organização de fazer vantagem com o restante do mundo.
Em entrevista ao Entre Nós, na BandNews FM, os Emirados Árabes Unidos já vinham ensaiando a saída da Opep. A monarquia do golfo afirma tem capacidade de produzir até 6 milhões de barris por dia já em 2027, o que pode ajudar a conter a alta do valor no mercado internacional.
Com o fechamento do Estreito de Ormuz, que concentra 20% do mercado internacional do óleo, o preço do barril ultrapassou US$ 100 e tem pressionado a inflação pelo mundo.
Caso os Emirados Árabes Unidos dobrem de fato a produção em um ano, o país se tornará o quarto maior produtor de petróleo do mundo, atrás dos Estados Unidos, Rússia e Arábia Saudita. A medida poderia levar a um maior equilíbrio do preço no mercado internacional.
Esta não é a primeira vez que um país se retira do cartel de petróleo. Antes, o Catar e a Angola já tinham se retirado do grupo.

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