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No informe de hoje, 15 de maio, divulgamos os dados diários e semanais do CBIE sobre defasagem da gasolina, diesel e GLP.

Leia aqui o relatório completo, incluindo versão em inglês.

Cenário Internacional – No período de análise, os contratos futuros do petróleo e seus derivados acumularam ganhos moderados. A evolução das negociações entre Estados Unidos (EUA) e Irã continuou sendo a principal influência sobre a cotação do barril. A commodity também foi pontualmente impactada pelo acompanhamento dos estoques comerciais norte-americanos, assim como por declarações de membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus Aliados (OPEP+).

Inicialmente, o maior suporte veio da incerteza de observadores quanto à estabilidade do cessar-fogo vigente entre EUA e Irã, que foi colocada em xeque diante do registro de novas agressões entre as partes no Estreito de Ormuz. Na ausência de uma resposta iraniana à última proposta de acordo enviada pelos EUA, o otimismo de analistas foi gradualmente erodido pela presença da marinha norte-americana no canal e ameaças constantes das forças do Irã a embarcações comerciais.

Em seguida, dando continuidade à escalada das tensões, ambos os países recusaram os termos apresentados, adiando a perspectiva de abertura do Estreito de Ormuz. O Irã concordou em transferir uma parcela de seu urânio enriquecido para uma terceira parte, que não tenha envolvimento no conflito, porém recusou-se a desmantelar sua infraestrutura nuclear. Para além, a república islâmica exigiu que mantenha parte do controle do fluxo de embarcações no canal e que as sanções norte-americanas vigentes sejam retiradas. No fim do dia, Donald Trump chamou a proposta iraniana de “totalmente inaceitável”, consolidando a valorização do barril.

Na próxima sessão, Donald Trump afirmou que “o Irã irá fechar um acordo ou ser dizimado”. Para além, chamou a última proposta de paz iraniana de “pedaço de lixo”, alimentando o temor de observadores de que o conflito se prolongue, mantendo o Estreito de Ormuz fechado.

Por fim, no último dia do recorte, com a manutenção do fechamento do canal e nenhum progresso nas negociações de paz, a perspectiva de oferta restrita se manteve. O sentimento foi apenas parcialmente compensado pela possibilidade de expansão da produção da OPEP+. Segundo delegados do grupo, o cartel mantém seu objetivo de retomar sua produção suspensa através de expansões mensais até o fim de setembro, alimentando a expectativa de um maior volume de óleo nos mercados globais nos próximos meses.

Petróleo Brent: Entre 7 e 14 de maio, os contratos futuros do petróleo tipo Brent registraram valorização de 5,66%, iniciando o período em US$ 100,06/b e fechando em US$ 105,72/b.

Cenário Nacional: A Petrobras não realizou ajustes nos preços dos produtos vendidos em suas refinarias no período de análise.

Taxa de Câmbio: Entre 7 e 14 de maio, a taxa de câmbio do real em relação ao dólar registrou variação de +1,30%, iniciando o período em R$ 4,92/US$ e fechando em R$ 4,98/US$.