Análise Semanal da Defasagem – 22/05/2026
No informe de hoje, 22 de maio, divulgamos os dados diários e semanais do CBIE sobre defasagem da gasolina, diesel e GLP.
Leia aqui o relatório completo, incluindo versão em inglês.
Cenário Internacional – No período de análise, os contratos futuros do petróleo e seus derivados acumularam perdas significativas. O principal fator de influência das negociações permaneceu sendo as expectativas em torno do conflito entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã. No início do período de análise, as cotações do barril de petróleo apresentaram alta substancial, refletindo o pessimismo do mercado diante da falta de avanços nas negociações para um acordo de paz, aumentando os temores de um bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz. Houve, ainda, o impacto da frustração com a falta de avanços relevantes nas negociações entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping. Havia a expectativa de que o encontro entre Trump e Xi, na China, entre os dias 13 e 14 de maio, pudesse resultar em algum avanço em direção ao fim do conflito no Oriente Médio e à normalização do fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz.
No início da semana em análise, a volatilidade das negociações se deu em razão de incertezas quanto à possibilidade de um acordo. No dia 18 de maio, a notícia de que o Irã enviou uma nova proposta de paz aos Estados Unidos por meio do Paquistão, fez com que as cotações iniciassem a sessão com movimento de queda. Contudo, as cotações fecharam o dia em alta, diante de declarações mais agressivas de ambos os lados, nas quais o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que não estaria aberto a oferecer concessões ao Irã.
O movimento de alta foi revertido a partir do dia 19, quando o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a suspensão do ataque ao Irã que estava previsto, a pedido de líderes do Golfo Pérsico, em prol de tempo para dar uma chance à diplomacia. As quedas foram ampliadas diante da notícia de que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) estava considerando auxiliar navios na passagem pelo Estreito de Ormuz, caso a rota não fosse reaberta até o início de julho. Contudo, a redução da cotação foi limitada, em função da permanência do bloqueio do Estreito de Ormuz, afetando a oferta global de petróleo.
Nos dias seguintes (20 e 21 de maio), as cotações do barril refletiram a expectativa da proximidade de um acordo para o fim do conflito entre os EUA e o Irã. No dia 20, a motivação foi a declaração do presidente norte-americano, Donald Trump, de que os EUA estavam nos “estágios finais” das negociações com o Irã. O movimento foi intensificado com a notícia de que autoridades do Paquistão teriam viajado para o Irã com o objetivo de facilitar as negociações com os EUA para acabar com a guerra. Além disso, as perdas foram consolidadas após relatos da abertura parcial do Estreito de Ormuz, com a passagem de superpetroleiros com cerca de 6 milhões de barris de petróleo bruto.
No último dia do recorte, o movimento de queda foi levemente interrompido após a Reuters divulgar que o Líder Supremo do Irã afirmou que o urânio enriquecido deveria permanecer no país, pois o envio do material para o exterior o tornaria mais vulnerável a futuros ataques dos Estados Unidos (EUA) e de Israel, reduzindo as expectativas de um acordo para o fim do conflito. Contudo, a situação se reverteu, e o otimismo do mercado foi retomado com a declaração iraniana de que a última proposta dos EUA “diminuiu as diferenças” entre os dois lados. A expectativa é de que um acordo de curto prazo viabilize a abertura total do Estreito de Ormuz pelo Irã e leve os EUA a suspender o bloqueio aos portos iranianos, com ambos os lados iniciando negociações mais profundas sobre o programa nuclear iraniano.
Petróleo Brent: Entre 15 e 21 de maio, os contratos futuros do petróleo tipo Brent registraram desvalorização de 2,97%, iniciando o período em US$ 105,72/b e fechando em US$ 102,58/b.
Cenário Nacional: A Petrobras não realizou ajustes nos preços dos produtos vendidos em suas refinarias no período de análise.
Taxa de Câmbio: Entre 15 e 21 de maio, a taxa de câmbio do real em relação ao dólar registrou variação de +0,54%, iniciando o período em R$ 4,98/US$ e fechando em R$ 5,01/US$.

Dados
22 de Maio de 2026