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No informe de hoje, 12 de junho, divulgamos os dados diários e semanais do CBIE sobre defasagem da gasolina, diesel e GLP.

Leia aqui o relatório completo, incluindo versão em inglês.

Cenário Internacional – No período de análise, os contratos futuros do petróleo e seus derivados acumularam queda. O recorte permaneceu marcado por fatores divergentes relacionados à possibilidade de um acordo entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã. No primeiro dia do recorte, as cotações foram influenciadas pela esperança de um acordo de paz entre os EUA e o Irã, com a consequente reabertura do Estreito de Ormuz. O otimismo foi mantido apesar dos poucos avanços nas negociações e da permanência dos confrontos entre Israel e militantes do Hezbollah, no Líbano. O Irã vinha insistindo em um cessar-fogo no Líbano, antes de aceitar um acordo com os EUA para estender a trégua e reabrir o Estreito de Ormuz. Contudo, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irã estavam em seus estágios “finais”. Em contrapartida, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que “não houve progresso tangível”, embora ambos os lados continuem trocando mensagens por meio de mediadores.

No dia 5 de junho, o preço do barril de petróleo também foi pressionado pela alta do índice do dólar, que atingiu a maior cotação em aproximadamente 1,75 meses, e a fraca demanda chinesa por petróleo bruto. As importações chinesas de petróleo bruto em maio caíram para 6,7 milhões de barris por dia, o nível mais baixo em mais de 10 anos, de acordo com a Kpler Data Intelligence. Diante desse cenário, analistas do mercado passaram a projetar uma desaceleração mais acentuada do crescimento da demanda global por petróleo ao longo do ano.

A sessão seguinte do recorte iniciou em alta com o aumento da percepção de risco no Oriente Médio, em decorrência da retomada das hostilidades entre Irã e Israel. Contudo, o preço do barril reverteu parte dos ganhos após o presidente norte-americano, Donald Trump, declarar que ambos os países estariam buscando um “cessar-fogo imediato”. Posteriormente, as Forças Armadas do Irã e de Israel anunciaram a suspensão das operações militares iniciadas na noite de domingo. Além disso, foram registrados ataques de drones ucranianos à infraestrutura petrolífera russa, provocando um incêndio em um depósito de petróleo que abastece o porto russo de Novorossiysk, no Mar Negro.

As negociações do dia 9 fecharam em queda diante da aparente manutenção do cessar-fogo entre Israel e Irã, que alimentou as perspectivas de um acordo para o encerramento do conflito entre os EUA e o Irã. Nesse contexto, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou: “Estamos na reta final do que será um acordo muito, muito bom, e eles poderão ter pelo menos uma ideia daqui a um ou dois dias” sobre o acordo. Também colaborou para a baixa dos preços a fraca demanda chinesa por petróleo. Em maio, as importações chinesas de petróleo bruto caíram para cerca de 7,8 milhões de barris por dia, o menor nível em mais de oito anos. A China é o maior importador mundial de petróleo. Posteriormente, o movimento de queda foi amenizado por declarações do líder norte-americano sobre uma possível resposta ao ataque do Irã a um helicóptero militar dos EUA durante uma patrulha sobre o Estreito de Ormuz.

Refletindo o cenário de incertezas, a sessão seguinte reverteu a queda. As ameaças de novos ataques ao Irã, feitas pelo presidente dos EUA, após os confrontos do dia anterior, aumentaram a pressão sobre a frágil trégua de dois meses e levaram ao movimento de alta no preço do barril de petróleo. As novas tensões ampliaram as incertezas quanto à possibilidade de um acordo entre Washington e Teerã e quanto à normalização do tráfego no Estreito de Ormuz. Também contribuiu para a valorização da commodity a continuidade da forte queda dos estoques de petróleo nos EUA, sinalizando um mercado mais restrito em um período de aumento sazonal da demanda. O Instituto Americano de Petróleo (American Petroleum Institute – API) informou que os estoques de petróleo bruto caíram 9,12 milhões de barris, superando significativamente as expectativas do mercado, que apontavam para uma redução de 3,4 milhões de barris.

No último dia da análise, o movimento foi de redução dos preços do barril de petróleo, apesar da grande volatilidade durante a sessão. Os preços oscilaram bruscamente para cima e para baixo, à medida que os investidores acompanhavam os desdobramentos da guerra no Oriente Médio após a troca de ataques entre os EUA e o Irã. Durante o dia, o presidente dos EUA, Trump, prometeu bombardeios “ainda maiores” contra o Irã, fazendo os preços do petróleo operarem em alta. Contudo, os ganhos foram revertidos e os contratos encerraram a sessão em forte queda, depois que Trump disse ter cancelado os ataques militares planejados contra o Irã. O presidente dos EUA, ainda, acrescentou que a “data e o local da assinatura” de um acordo negociado para o fim da guerra “serão anunciados em breve”, e que o bloqueio naval dos EUA no Estreito de Ormuz “permanecerá em pleno vigor até que esta transação seja finalizada”.

Os preços também foram pressionados por sinais de aumento do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz e pela fraca demanda chinesa pela commodity. O presidente Trump afirmou que as forças armadas dos EUA apoiaram a passagem de “mais de 200 navios comerciais” pelo Estreito de Ormuz, resultando na chegada de “mais de 100 milhões de barris de petróleo” ao mercado. Além disso, a Saudi Aramco anunciou que venderá 12 milhões de barris de petróleo bruto, referentes a contratos de carregamento em julho, para clientes na China. Esse volume é inferior aos 13 a 14 milhões de barris alocados para junho, que já estavam bem abaixo dos níveis históricos.

Petróleo Brent: Entre 5 e 11 de junho, os contratos futuros do petróleo tipo Brent registraram queda de 2,91%, iniciando o período em US$ 93,09/b e fechando em US$ 90,38/b.

Cenário Nacional: A Petrobras não realizou ajustes nos preços dos produtos vendidos em suas refinarias no período de análise.

Taxa de Câmbio: Entre 5 e 11 de junho, a taxa de câmbio do real em relação ao dólar registrou variação de 0,46%, iniciando o período em R$ 5,12/US$ e fechando em R$ 5,15/US$.