Infra em 1 Minuto: corte da ONS de domingo revela problema no SIN
Para Pedro Rodrigues, do CBIE, alta geração renovável exige planejamento, baterias, térmicas e novas formas de operar o sistema
O Poder360, em parceria com o CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), lança neste sábado(12.jun) mais um episódio do programa Infra em 1 Minuto. O especialista em óleo e gás Pedro Rodrigues, sócio do CBIE, analisa o acionamento inédito, pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), de um plano emergencial para cortar geração em razão da sobra de energia no sistema.
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Assista (2min02s):
No 165º episódio do Infra em 1 Minuto, Pedro Rodrigues afirma que o ONS acionou, pela 1ª vez, o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição. A medida foi adotada não por falta de energia, mas pelo excesso de geração em um momento de alta produção solar e baixa carga. O objetivo foi evitar um pane no SIN (Sistema Interligado Nacional).
Segundo o especialista, o episódio mostra um desafio crescente para a operação do sistema elétrico. A rede precisa manter equilíbrio instantâneo entre a energia produzida e a energia consumida. Quando há geração demais e demanda insuficiente, o operador precisa atuar para preservar a segurança do sistema.
Rodrigues diz que o problema não deve ser tratado como uma oposição às fontes renováveis. Para ele, a questão central é reconhecer que a expansão acelerada dessas fontes, sem planejamento adequado, cria dificuldades reais de operação.
O sócio do CBIE compara o caso brasileiro ao apagão registrado em abril de 2025 na Espanha e em Portugal, quando mais de 50 milhões de pessoas ficaram sem energia em um sistema com alta penetração de renováveis e baixa inércia.
Para Rodrigues, não há uma solução única para esse desafio. A resposta passa por um conjunto de medidas, como baterias, termoelétricas e incentivos para aproximar o consumo dos locais de geração. Algumas alternativas são mais caras, outras mais baratas; algumas podem ser implementadas mais rapidamente, outras exigem mais tempo.
“O risco nunca foi a renovável. É buscar respostas simples para problemas complexos, ou preferir não encarar a realidade como ela é”, afirma.
Segundo o especialista, a boa notícia é que o Brasil tem energia de sobra. A má notícia, diz, é que ter energia disponível não basta. O país precisa conseguir operar o sistema com segurança em um cenário de maior participação das fontes renováveis.
“Isso nenhuma bala de prata resolve”, disse.

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15 de Jun de 2026