Análise Semanal da Defasagem – 10/07/2026
No informe de hoje, 10 de julho, divulgamos os dados diários e semanais do CBIE sobre defasagem da gasolina, diesel e GLP.
Leia aqui o relatório completo, incluindo versão em inglês.
Cenário Internacional – No período de análise, os contratos futuros do petróleo e seus derivados acumularam expressiva alta. O recorte foi marcado por volatilidade significativa em resposta à alternância entre fatores geopolíticos e fundamentos do mercado, refletindo a constante avaliação, pelos agentes, dos riscos associados à oferta global de petróleo.
Nos primeiros dias do período, as cotações permaneceram pressionadas pela perspectiva de aumento da oferta mundial. A decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+) de acelerar o incremento da produção a partir de agosto, somada à gradual recuperação do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz após os episódios de tensão registrados nas semanas anteriores, reduziu parte do prêmio de risco incorporado aos preços. Esse movimento foi reforçado por indicadores de retomada das exportações dos principais produtores do Golfo Pérsico, especialmente da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos.
Na segunda metade da semana, entretanto, a intensificação das hostilidades entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã voltou a elevar a percepção de risco no mercado internacional. Novos ataques contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz e a troca de ataques entre forças norte-americanas e iranianas alimentaram preocupações quanto à segurança da principal rota marítima de escoamento de petróleo do mundo, impulsionando temporariamente as cotações do barril de petróleo.
Apesar da deterioração do cenário geopolítico, esse movimento de alta perdeu força no encerramento do período em análise. Os agentes do mercado passaram a avaliar que o conflito permaneceria restrito, uma vez que os EUA evitaram atingir a infraestrutura energética iraniana, além de o presidente norte-americano, Donald Trump, sinalizar não pretender ampliar o confronto para uma guerra em grande escala. Como consequência, parte do prêmio de risco geopolítico foi retirada das cotações.
Ao mesmo tempo, os fundamentos de oferta voltaram a ganhar protagonismo. A rápida recuperação das exportações de petróleo pelo Golfo Pérsico, a recomposição dos embarques da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos aos níveis observados antes do conflito e o aumento das exportações de petróleo bruto da Rússia ampliaram a disponibilidade da commodity no mercado internacional. Esse conjunto de fatores exerceu pressão baixista sobre as cotações no encerramento do período.
Petróleo Brent: Entre 3 e 9 de julho, os contratos futuros do petróleo tipo Brent registraram alta de 5,80%, iniciando o período em US$ 72,12/b e fechando em US$ 76,30/b.
Cenário Nacional: A Petrobras não realizou ajustes nos preços dos produtos vendidos em suas refinarias no período de análise.
Taxa de Câmbio: Entre 3 e 9 de julho, a taxa de câmbio do real em relação ao dólar registrou queda de 0,75%, iniciando o período em R$ 5,17/US$ e fechando em R$ 5,13/US$.

Dados
10 de Jul de 2026