Análise Semanal da Defasagem – 18/09/2026
No informe de hoje, 18 de setembro, divulgamos os dados diários e semanais do CBIE sobre defasagem da gasolina, diesel e GLP.
Leia aqui o relatório completo, incluindo versão em inglês.
Cenário Internacional – No período de análise, os contratos futuros de petróleo e de seus derivados acumularam leve alta, influenciados pela forte elevação das cotações registrada no meio da semana, em um cenário marcado pela volatilidade e pelas incertezas quanto à oferta global.
No início do período, as cotações foram influenciadas pelas projeções da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), que elevou sua estimativa para o déficit global de petróleo em 2026, de 1,3 milhão para 1,7 milhão de barris por dia (b/d), adiando para 2027 a expectativa de retorno ao excedente. A intensificação dos conflitos no Oriente Médio e os riscos de restrições ao transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz permaneceram como importantes fatores de sustentação dos preços.
Nos dois primeiros dias úteis da semana, os contratos registraram forte alta, impulsionados pelo agravamento dos riscos à oferta. Os alertas de segurança emitidos pela Arábia Saudita, a paralisação temporária de campos de petróleo na Líbia, os atrasos anunciados pela Saudi Aramco nas entregas a alguns clientes europeus e a redução do tráfego de embarcações de commodities pelo Estreito de Ormuz, segundo dados preliminares da Kpler, ampliaram as preocupações do mercado. Esses fatores reforçaram as incertezas sobre a disponibilidade de petróleo e a segurança das principais rotas de transporte da commodity.
No meio da semana, contudo, as cotações recuaram significativamente, diante de sinais de recomposição da oferta. A expectativa de restabelecimento parcial da capacidade do oleoduto saudita Leste-Oeste, o aumento das vendas de petróleo por rotas alternativas ao Estreito de Ormuz e a retomada da produção da Líbia contribuíram para aliviar os temores sobre o abastecimento. A divulgação dos dados de estoques nos Estados Unidos, com queda menor que a esperada nos estoques de petróleo bruto e aumento acima das projeções nos estoques de gasolina e destilados, também pressionou os preços, assim como a valorização do dólar.
No último dia do recorte os contratos futuros do petróleo voltaram a fechar em queda, em meio à continuidade dos sinais de atenuação das interrupções no fornecimento do Oriente Médio. Além da expectativa de recuperação parcial da capacidade do oleoduto saudita Leste-Oeste, a Arábia Saudita anunciou a oferta de cargas adicionais de petróleo para refinarias asiáticas, utilizando transferências entre navios nas proximidades de Omã. A medida representa uma alternativa logística de exportação após as interrupções nos embarques do terminal de Yanbu e contribuiu para reduzir as preocupações com o abastecimento, diante da possibilidade de manutenção de parte dos fluxos de petróleo por rotas alternativas. Por outro lado, a interrupção do processamento de petróleo bruto em uma refinaria na região de Yaroslavl, na Rússia, após um ataque de drone, evidenciou a permanência dos riscos geopolíticos sobre a infraestrutura energética.
O comportamento das cotações ao longo do período analisado refletiu o equilíbrio instável entre os riscos de interrupção da oferta e os sinais de sua recomposição. Embora as quedas registradas nos dois últimos dias tenham moderado a elevação observada no início da semana, a persistência dos conflitos e das ameaças à infraestrutura energética manteve o mercado à possibilidade de novos episódios de volatilidade.
Petróleo Brent: Entre 11 e 17 de setembro, os contratos futuros do petróleo tipo Brent registraram alta de 0,20%, iniciando o período em US$ 104,61/b e fechando em US$ 104,82/b.
Cenário Nacional: A Petrobras não realizou ajustes nos preços dos produtos vendidos em suas refinarias no período de análise.
Taxa de Câmbio: Entre 11 e 17 de setembro, a taxa de câmbio do real em relação ao dólar registrou avanço de 1,18%, ficando em R$ 5,15/US$.

Dados
18 de Set de 2026