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No informe de hoje, 18 de setembro, divulgamos os dados diários e semanais do CBIE sobre defasagem da gasolina, diesel e GLP.

Leia aqui o relatório completo, incluindo versão em inglês.

Cenário Internacional – No período de análise, os contratos futuros de petróleo e de seus derivados apresentaram forte volatilidade, chegaram a acumular alta, mas encerraram em queda. Esse comportamento ocorreu em um cenário marcado pela alternância entre expectativas de avanço nas negociações entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz e a persistência de riscos geopolíticos sobre a oferta de petróleo e derivados.

No primeiro dia do recorte, as cotações fecharam em queda significativa, pressionadas pelo aumento do otimismo em relação à possibilidade de avanços nas negociações entre EUA e Irã. A divulgação de uma proposta iraniana para a reabertura do Estreito de Ormuz reforçou as expectativas de normalização dos fluxos de petróleo, enquanto sinais de recuperação das exportações do Oriente Médio e a redução das margens de refino também contribuíram para o movimento. Entretanto, a posterior contestação das informações sobre o avanço das negociações evidenciou a elevada sensibilidade do mercado às informações relacionadas ao conflito.

No dia 28 de setembro, os preços voltaram a subir, diante do enfraquecimento das expectativas de um acordo iminente entre Washington e Teerã, após o presidente dos EUA rejeitar as últimas propostas iranianas para o encerramento do conflito. A manutenção dos ataques atribuídos a militantes houthis contra instalações na Arábia Saudita também reforçou as preocupações com a segurança da infraestrutura energética regional.

Na sequência, os contratos recuaram, pressionados pela percepção de recuperação dos fluxos de petróleo do Oriente Médio e pela perspectiva de oferta adicional de até 40 milhões de barris da Reserva Estratégica de Petróleo (SPR) dos EUA. A Arábia Saudita restaurou cerca de metade da capacidade do Gasoduto Leste-Oeste, enquanto suas exportações alcançaram 5,28 milhões de barris por dia (b/d) em setembro, o maior nível em sete meses, segundo dados compilados pela Bloomberg. Também houve indícios de retomada dos fluxos de petróleo pelo Estreito de Ormuz. O fortalecimento do dólar, com o índice DXY atingindo uma máxima de dois meses, contribuiu adicionalmente para pressionar as cotações. Apesar da recuperação dos fluxos, a continuidade dos ataques contra instalações e infraestruturas energéticas sauditas manteve elevado o risco geopolítico.

No dia seguinte, os preços retomaram a trajetória de alta, sustentados pela extensão, pela Rússia, da proibição das exportações de diesel até o final de outubro e pela continuidade dos ataques a embarcações no Estreito de Ormuz. A redução dos estoques norte-americanos de gasolina, para o menor nível em quase 12 anos, e a queda inesperada dos estoques de destilados também contribuíram para sustentar as cotações. Por outro lado, a recuperação dos fluxos de petróleo do Oriente Médio, estimados pelo JPMorgan Chase em 17,5 milhões de b/d, cerca de 98% dos níveis pré-guerra, e a retomada parcial do Gasoduto Leste-Oeste saudita limitaram a pressão sobre a oferta.

E, no último dia da análise, os contratos futuros fecharam em expressiva alta, diante da manutenção do impasse nas negociações entre EUA e Irã, que manteve incerta a perspectiva de reabertura plena do Estreito de Ormuz e de normalização dos fluxos globais de petróleo. Os ganhos se intensificaram após a revista Time informar que o presidente norte-americano, Donald Trump, considera a possibilidade de intensificar os ataques contra o Irã após as eleições de meio de mandato nos EUA. Além disso, segundo fontes do Wall Street Journal, o Pentágono estaria enviando um terceiro grupo de ataque de porta-aviões e navios adicionais ao Oriente Médio, com o objetivo de acrescentar entre 9 mil e 10 mil militares à presença norte-americana na região.

Ao longo da semana, a recuperação parcial dos fluxos de petróleo do Oriente Médio reduziu parte das preocupações imediatas com a oferta, mas não foi suficiente para afastar os riscos associados ao conflito entre EUA e Irã. A continuidade dos ataques contra instalações energéticas e embarcações, as restrições à oferta de derivados e a ausência de avanços diplomáticos consistentes mantiveram elevada a incerteza no mercado. Nesse contexto, o expressivo avanço registrado no encerramento do período, embora não tenha revertido a queda acumulada, reforçou o prêmio de risco geopolítico e evidenciou que a normalização dos fluxos pelo Estreito de Ormuz permanece condicionada à evolução do conflito e das negociações entre Washington e Teerã.

Petróleo Brent: Entre 25 de setembro e 1 de outubro de 2026, os contratos futuros do petróleo tipo Brent registraram queda de 1,93%, iniciando o período em US$ 104,32/b e fechando em US$ 102,31/b.

Cenário Nacional: A Petrobras não realizou ajustes nos preços dos produtos vendidos em suas refinarias no período de análise.

Taxa de Câmbio: Entre 25 de setembro e 1 de outubro de 2026, a taxa de câmbio do real em relação ao dólar registrou avanço de 0,17%, ficando em R$ 5,21/US$.