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No informe de hoje, 9 de outubro, divulgamos os dados diários e semanais do CBIE sobre defasagem da gasolina, diesel e GLP.

Leia aqui o relatório completo, incluindo versão em inglês.

Cenário Internacional – No período de análise, os contratos futuros de petróleo apresentaram forte volatilidade, mas registraram valorização no balanço do recorte, embora Brent e WTI tenham fechado em direções opostas em duas sessões. O comportamento das cotações refletiu, principalmente, os riscos geopolíticos no Oriente Médio e as ameaças ao abastecimento global, parcialmente contrabalançados pelas perspectivas de recuperação da oferta de petróleo e de ampliação da disponibilidade de derivados.

No primeiro dia da análise, os preços fecharam em alta moderada, sustentados pela aproximação do furacão Isaias do Golfo do México, que provocou a suspensão preventiva de aproximadamente 1,3 milhão de barris por dia (b/d) da produção offshore norte-americana. Em sentido contrário, as declarações do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, sobre o avanço das conversas com o Irã reduziram momentaneamente os temores de uma escalada militar, enquanto a perspectiva de retomada das exportações chinesas de derivados após o feriado da Golden Week limitou os ganhos.

No primeiro dia da semana corrente (12/10), as cotações voltaram a subir diante da intensificação das hostilidades no Oriente Médio. Os ataques dos houthis, grupo rebelde iemenita apoiado pelo Irã, contra alvos na Arábia Saudita, somados aos incidentes envolvendo embarcações no Estreito de Ormuz, ampliaram os temores de interrupção dos fluxos regionais de petróleo. Os ganhos, contudo, foram moderados pela perspectiva de aumento da oferta de diesel russo, após o anúncio de um acordo entre Washington e Moscou, e pela valorização do índice do dólar (DXY), que atingiu o maior nível em aproximadamente um ano e meio.

No dia 13, os contratos fecharam em direções opostas, com o Brent em queda e o WTI em leve alta. A recuperação da produção saudita, que alcançou 8,372 milhões de b/d em setembro, segundo dados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), contribuiu para aliviar parte das preocupações com a oferta de petróleo. A expectativa de retomada parcial das exportações russas de diesel também atuou como fator de contenção dos preços. Entretanto, a continuidade dos ataques contra infraestruturas energéticas na Rússia e na Ucrânia e os riscos às rotas marítimas do Oriente Médio limitaram a pressão baixista.

Em 14 de outubro, os contratos voltaram a subir, impulsionados pela intensificação dos ataques houthis contra alvos na Arábia Saudita, incluindo instalações administrativas da Saudi Aramco, em Dhahran, e pelas ameaças iranianas às embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz. Os riscos de novas interrupções no abastecimento regional sustentaram as cotações, enquanto as dúvidas sobre a efetividade do acordo para ampliar a oferta de diesel russo limitaram as perspectivas de alívio no mercado de derivados.

No último dia do recorte, os contratos encerraram em direções opostas, com o Brent em leve queda e o WTI em alta expressiva. O principal fator de sustentação do petróleo norte-americano foi a divulgação dos dados da U.S. Energy Information Administration (EIA), que apontaram redução de 8,6 milhões de barris nos estoques comerciais de petróleo bruto dos EUA, para 415,6 milhões de barris, na semana encerrada em 9 de outubro, contrariando a expectativa de aumento. A queda refletiu, entre outros fatores, a redução temporária da produção no Golfo do México, as menores importações e o maior processamento nas refinarias. Em contrapartida, a perspectiva de flexibilização das sanções norte-americanas contra petroleiros da chamada shadow fleet foi acompanhada com cautela, diante das incertezas sobre seus efeitos práticos. A decisão da International Energy Agency (IEA) de acelerar a liberação dos estoques emergenciais remanescentes, incluindo mais de 20 milhões de barris de diesel, também contribuiu para moderar as preocupações com a oferta de derivados.

Petróleo Brent: Entre 9 e 15 de outubro de 2026, os contratos futuros do petróleo tipo Brent registraram alta de 1,15%, iniciando o período em US$ 104,72/b e fechando em US$ 105,92/b.

Cenário Nacional: A Petrobras não realizou ajustes nos preços dos produtos vendidos em suas refinarias no período de análise.

Taxa de Câmbio: Entre 9 e 15 de outubro de 2026, a taxa de câmbio do real em relação ao dólar registrou um avanço de 1,26%, ficando em R$ 5,05/US$.