Análise Semanal da Defasagem – 03/07/2026
No informe de hoje, 3 de julho, divulgamos os dados diários e semanais do CBIE sobre defasagem da gasolina, diesel e GLP.
Leia aqui o relatório completo, incluindo versão em inglês.
Cenário Internacional – No período de análise, os contratos futuros do petróleo e seus derivados acumularam leve queda. O principal fator de influência sobre as cotações no período em análise foi a perspectiva de aumento da oferta global de petróleo. O aumento do tráfego de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz vem adicionando milhões de barris à oferta global.
No início do período em análise, cálculos da Bloomberg, revelaram que as exportações de petróleo bruto do Golfo Pérsico voltaram a, pelo menos, 75% dos níveis pré-guerra, alcançando cerca de 13 milhões de barris, em uma média de três dias. Além disso, os navios da Arábia Saudita sinalizaram a retomada das exportações pelo Golfo Pérsico. Adicionalmente, o alerta do Iraque de que poderia deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), caso não obtenha uma cota de produção maior, também pressionou as cotações do barril de petróleo.
No início da semana, preocupações do mercado quanto à manutenção do cessar-fogo entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã, motivaram breve alta nas cotações do barril de petróleo. Os países trocaram ataques no Estreito de Ormuz, desacelerando de maneira significativa o fluxo da navegação na região. Apesar dos países terem concordado em interromper as hostilidades, o mercado acompanhou com cautela se a retomada das negociações seria suficiente para garantir a estabilidade do cessar-fogo e a continuidade do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz.
Contudo, no dia seguinte, as cotações reverteram a alta e retomaram o movimento de baixa, em meio aos sinais de normalização do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, o que reforçou as expectativas de aumento da oferta global da commodity. O Morgan Stanley afirmou que 35 navios-tanque de petróleo e gás deixaram o Golfo Pérsico através do Estreito de Ormuz no dia 25/06, fazendo com que o fluxo de embarcações na região retornasse à faixa de 30 a 40 navios observada antes do início do conflito entre os EUA e o Irã em fevereiro. Além disso, o fortalecimento das exportações russas de petróleo também contribuiu para a percepção de maior oferta global, pressionando os preços. Dados da Bloomberg mostraram que a média móvel de quatro semanas das exportações de petróleo da Rússia subiu para 4,13 milhões de barris por dia até 28 de junho, o maior nível desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022.
No primeiro dia de julho, as cotações foram influenciadas pela expectativa em torno da nova rodada de conversas entre os EUA e o Irã, além da manutenção da fluidez do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. Um alto funcionário do governo dos EUA disse que os negociadores do país mantiveram discussões positivas no Catar, com progressos nas negociações técnicas com o Irã. Além disso, o Wall Street Journal informou que o presidente norte-americano, Donald Trump, decidiu não retomar uma ampla campanha militar contra o Irã e disse a sua equipe que não se importa com a extensão das negociações além do prazo final de 18 de agosto.
No último dia do recorte, as cotações iniciaram a sessão em queda, com os preços chegando a operar em níveis inferiores aos observados antes do conflito no Irã, em resposta aos relatos de avanços nas negociações no Catar somados à normalização do fluxo de navegação no Estreito de Ormuz. Os embarques de petróleo bruto da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos (EAU) se recuperaram quase totalmente aos níveis pré-guerra. No entanto, no fim do pregão, as cotações reverteram boa parte das perdas registradas ao longo da sessão, em um movimento de ajuste técnico e recomposição de posições, após a expressiva desvalorização observada nas últimas sessões.
Petróleo Brent: Entre 26 de junho a 2 de julho, os contratos futuros do petróleo tipo Brent registraram queda de 0,26%, iniciando o período em US$ 71,99/b e fechando em US$ 71,80/b.
Cenário Nacional: A Petrobras não realizou ajustes nos preços dos produtos vendidos em suas refinarias no período de análise.
Taxa de Câmbio: Entre 26 de junho a 2 de julho, a taxa de câmbio do real em relação ao dólar registrou alta de 0,48%, iniciando o período em R$ 5,17/US$ e fechando em R$ 5,19/US$.

Dados
3 de Jul de 2026