Post

No informe de hoje, 4 de abril, divulgamos os dados diários e semanais do CBIE sobre defasagem da gasolina, diesel e GLP.

De acordo com os dados reunidos ao longo da semana, segue a defasagem média do diesel, gasolina e GLP* nas refinarias nacionais em relação aos preços internacionais. A análise é referente ao período entre 27 de março e 3 de abril de 2025.

Cenário Internacional – No período de análise, os contratos futuros do petróleo e seus derivados registraram perdas substanciais. A especulação sobre as tarifas prometidas por Donald Trump e sua subsequente confirmação foram os principais fatores de influência para as negociações do barril. Vale observar, também, a influência de resultados econômicos positivos nos Estados Unidos (EUA) e do acompanhamento dos estoques comerciais de óleo do país, que tiveram impacto misto nas negociações.

Em termos de suporte às cotações, o mais expressivo foi a possibilidade de novas sanções norte-americanas contra a Rússia. Após semanas de conversas otimistas, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, alegou estar “muito irritado” com o recuo do chefe executivo da Rússia, Vladimir Putin, no acordo de cessar-fogo mais recente. Segundo Trump, tarifas secundárias e medidas restritivas podem ser utilizadas para limitar os volumes de exportação de óleo russo caso o país continue relutante em aderir a um tratado junto a Ucrânia. Se executada, essa nova rodada de embargos poderia reduzir ainda mais a oferta global, impulsionando a valorização do barril.

Já observando os fatores de pressão sobre a commodity, o mais determinante foi a confirmação e divulgação do novo sistema de tarifas sobre importações dos EUA. O anúncio resultou em uma deterioração acelerada da confiança de investidores, levando o S&P 500 ao pior patamar dos últimos 6 meses, e em uma fuga expressiva de ativos de maior risco, como o petróleo. A interpretação de analistas é de que a possibilidade de uma guerra comercial de escala global pode reduzir significativamente o crescimento econômico de curto e médio prazo, pressionando os preços do barril.

Para além, no mesmo dia, as perdas se aprofundaram após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus Aliados (OPEP+) confirmarem a antecipação do retorno da produção de seus membros ao mercado. Segundo o grupo, ao longo do mês de abril até o início de maio, o volume de oferta de países associados deve crescer em pelo menos 400 mil barris por dia (b/d).

Petróleo Brent: Entre 27 de março e 3 de abril, os contratos futuros do petróleo tipo Brent registraram desvalorização de 5,25%, iniciando o período em US$ 74,03/b e fechando em US$ 70,14/b.

Cenário Nacional: Em 31/03, a Petrobras anunciou um reajuste de -4,53%, ou -R$ 0,17/litro, no preço do diesel vendido em suas refinarias a partir de 01/04.

Taxa de Câmbio: Entre 27 de março e 3 de abril, a taxa de câmbio do real em relação ao dólar teve queda de 2,45%, iniciando o período em R$ 5,75/US$ e fechando em R$ 5,61/US$.

Leia aqui o relatório completo, incluindo versão em inglês.