Análise Semanal da Defasagem – 07/08/2026
No informe de hoje, 7 de agosto, divulgamos os dados diários e semanais do CBIE sobre defasagem da gasolina, diesel e GLP.
Leia aqui o relatório completo, incluindo versão em inglês.
Cenário Internacional – No período de análise, os contratos futuros de petróleo e de seus derivados acumularam significativa queda, refletindo principalmente a evolução das negociações diplomáticas entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã em torno da reabertura do Estreito de Ormuz. Ao longo da semana, a perspectiva de normalização do tráfego marítimo na principal rota de escoamento de petróleo do mundo reduziu o prêmio de risco geopolítico incorporado aos preços do petróleo. Entretanto, a persistência de ataques a embarcações no Mar Vermelho e as incertezas quanto aos termos de um eventual acordo impediram um movimento de baixa mais acentuado.
No início do período, as cotações avançaram diante das persistentes preocupações com a segurança da oferta global de petróleo. As negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz permaneciam sem avanços relevantes, enquanto o líder houthi, Abdulmalik al-Houthi, ameaçou intensificar o conflito com a Arábia Saudita. Ao mesmo tempo, ataques de drones ucranianos contra petroleiros que seguiam para o terminal do Consórcio do Oleoduto do Cáspio reforçaram as preocupações com a segurança das exportações da região. Os ganhos, contudo, foram parcialmente limitados pela valorização do dólar.
A partir de 3 de agosto, o mercado passou a precificar um cenário mais favorável à redução das tensões no Oriente Médio. A decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de cancelar ataques planejados contra o Irã e adotar uma postura mais conciliatória, aliada às sucessivas declarações de autoridades dos EUA, da Arábia Saudita e do Catar sobre o avanço das negociações mediadas por Omã, reforçou a expectativa de um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz. Esse cenário foi reforçado pela divulgação de que um projeto de acordo já havia sido concluído e aguardava aprovação das autoridades iranianas, reduzindo a percepção de risco para a oferta global de petróleo. Adicionalmente, o aumento das exportações sauditas pelo Mar Vermelho ampliou a oferta internacional da commodity, enquanto a divulgação de um aumento inesperado dos estoques comerciais de petróleo bruto nos EUA exerceu pressão adicional de baixa sobre as cotações.
No encerramento do período, contudo, parte dessas perdas foi revertida. O mercado voltou a incorporar um prêmio de risco após expirar o prazo anunciado para a divulgação oficial do acordo sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, sem que houvesse uma confirmação oficial. A incerteza foi ampliada após a agência iraniana Fars informar que o plano poderia restringir a navegação de embarcações ligadas aos EUA, a Israel e a outros países considerados hostis ao Irã, o que poderia comprometer as exportações de petróleo de importantes produtores do Golfo. Paralelamente, um ataque com mísseis contra um petroleiro saudita e a ameaça dos rebeldes houthis de intensificar as ofensivas no norte do Mar Vermelho voltaram a elevar o prêmio de risco geopolítico, impulsionando as cotações ao final do recorte.
Petróleo Brent: Entre 31 de julho a 6 de agosto, os contratos futuros do petróleo tipo Brent registraram queda de 8,47%, iniciando o período em US$ 90,12/b e fechando em US$ 82,49/b.
Cenário Nacional: A Petrobras não realizou ajustes nos preços dos produtos vendidos em suas refinarias no período de análise.
Taxa de Câmbio: Entre 31 de julho a 6 de agosto, a taxa de câmbio do real em relação ao dólar registrou avanço de 0,48%, iniciando o período em R$ 5,08/US$ e fechando em R$ 5,10/US$.

Dados
7 de Ago de 2026