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No informe de hoje, 8 de junho, divulgamos os dados diários e semanais do CBIE sobre defasagem da gasolina, diesel e GLP.

Leia aqui o relatório completo, incluindo versão em inglês.

Cenário Internacional – No período de análise, os contratos futuros do petróleo e seus derivados acumularam ganhos em relação à semana anterior. O recorte foi marcado por sinais mistos referentes à um possível acordo de paz entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã, com a prevalência do otimismo no mercado. No primeiro dia em exame, o otimismo foi reacendido pelo acordo provisório entre os EUA e o Irã para a extensão do cessar-fogo por 60 dias, o que poderia viabilizar a reabertura do Estreito de Ormuz. Apesar do sentimento positivo que permeou as negociações do dia e levou o barril a encerrar a sessão em queda, o acordo dependia da aprovação do presidente norte-americano, Donald Trump, e a mídia estatal iraniana afirmou que ele ainda não foi finalizado.

No início da semana passada, os contratos futuros do petróleo e seus derivados passaram a refletir a escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que reverteu o otimismo do mercado quanto à possibilidade de um acordo para o fim do conflito. Houve a suspensão das comunicações entre os dois países, em meio aos ataques de Israel no Líbano, considerados uma violação do cessar-fogo por Teerã, o que ampliou os temores sobre riscos à oferta global de petróleo, diante da perspectiva de manutenção das restrições à navegação no Estreito de Ormuz. Logo após, a agência iraniana Tasnim informou que o Teerã havia suspendido as conversas e a troca de mensagens com Washington por meio de mediadores em protesto contra as operações militares israelenses no Líbano.

Posteriormente, entretanto, houve a renovação das expectativas em torno de um cessar-fogo, depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou ter conversado com representantes do Hezbollah e com o primeiro-ministro israelense, Netanyahu, e que ambos os lados disseram concordar em parar com os ataques. Trump afirmou, ainda, que “as negociações continuam em ritmo acelerado” com o Irã. Na mesma linha, a emissora Al Jazeera também informou que o Irã teria pedido ajuda ao Paquistão para intermediar a desescalada do conflito e apoiar esforços para manter o cessar-fogo.

No segundo dia de junho, as cotações do barril de petróleo chegaram a operar em baixa, motivadas pela declaração do presidente norte-americano, Donald Trump, de que as negociações continuavam “em ritmo acelerado” e de que estava otimista de que os EUA poderiam chegar a um acordo de paz provisório com o Irã na próxima semana. No entanto, os preços do petróleo se recuperaram das perdas iniciais e subiram, após a AFP noticiar que o Hezbollah não aceitaria um “cessar-fogo parcial” com Israel. Além disso, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o Irã minou grandes porções do Estreito de Ormuz e que os EUA não concederão alívio das sanções ao Irã em troca da abertura do estreito. O clima de incerteza a sobre a possível extensão do cessar-fogo atual e a reabertura do Estreito de Ormuz voltaram a permear os preços do petróleo bruto.

Por fim, os contratos futuros do petróleo e seus derivados apresentaram forte queda, motivados pela esperança de um acordo de paz, com a consequente reabertura do Estreito de Ormuz. O otimismo foi mantido apesar dos poucos avanços nas negociações para um acordo provisório e da permanência dos confrontos entre Israel e militantes do Hezbollah, no Líbano. O Irã insiste em um cessar-fogo no Líbano, antes de aceitar um acordo com os EUA para estender a trégua e reabrir o Estreito de Ormuz. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou na quinta-feira que as negociações com o Irã estão em seus estágios “finais”, sem dar mais detalhes. Em contrapartida, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que “não houve progresso tangível”, embora ambos os lados continuem trocando mensagens por meio de mediadores.

No fim do período, também, pressionaram o preço do barril de petróleo, a alta do índice do dólar, que atingiu a maior cotação em aproximadamente 1,75 meses, e a fraca demanda chinesa por petróleo bruto. As importações chinesas de petróleo bruto em maio caíram para 6,7 milhões de barris por dia, o nível mais baixo em mais de 10 anos, de acordo com a Kpler Data Intelligence. Diante desse cenário, analistas do mercado esperam que o crescimento da demanda global por petróleo desacelere significativamente este ano.

Petróleo Brent: Entre 29 de maio e 4 de junho, os contratos futuros do petróleo tipo Brent registraram valorização de 4,29%, iniciando o período em US$ 91,12/b e fechando em US$ 95,03/b.

Cenário Nacional: A Petrobras não realizou ajustes nos preços dos produtos vendidos em suas refinarias no período de análise.

Taxa de Câmbio: Entre 29 de maio e 4 de junho, a taxa de câmbio do real em relação ao dólar registrou variação de -0,30%, iniciando o período em R$ 5,06/US$ e fechando em R$ 5,04/US$.