Análise Semanal da Defasagem – 14/08/2026
No informe de hoje, 14 de agosto, divulgamos os dados diários e semanais do CBIE sobre defasagem da gasolina, diesel e GLP.
Leia aqui o relatório completo, incluindo versão em inglês.
Cenário Internacional – No período de análise, os contratos futuros de petróleo e de seus derivados acumularam alta, tendo como a principal influência a incerteza em torno das tratativas de um acordo de paz entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã. A ausência de avanços concretos nas negociações manteve restrito o tráfego pela principal rota de transporte de petróleo do Oriente Médio.
Ao longo da semana, as perspectivas de um acordo alternaram entre momentos de maior e menor otimismo, provocando elevada volatilidade nos preços. No primeiro dia do recorte, as cotações subiram diante da incerteza sobre um plano proposto pelo Irã e por Omã para permitir a retomada do tráfego pelo estreito. Nos dias seguintes, porém, as negociações não avançaram, enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitou as exigências iranianas por compensações relacionadas à guerra e sinalizou a manutenção da pressão econômica sobre o país.
Além das negociações, os preços foram impulsionados pelos riscos à oferta de petróleo na região. No início da semana, um ataque dos houthis contra uma refinaria saudita e novas ameaças contra petroleiros sauditas no norte do Mar Vermelho aumentaram as preocupações com a segurança das rotas de transporte. A redução do tráfego pelo Estreito de Ormuz também reforçou as restrições aos fluxos de petróleo do Oriente Médio.
Em 11 de agosto, as cotações retomaram a tendência de alta após a estatal República Islâmica do Irã (IRIB) informar que o Estreito de Ormuz permaneceria fechado até que todas as condições impostas pelo país fossem atendidas. O endurecimento da posição de Trump em relação ao Irã também reduziu as perspectivas de uma reabertura do estreito no curto prazo. No entanto, os ganhos foram limitados por sinais de que as negociações poderiam avançar. O Paquistão indicou que os EUA e o Irã estavam próximos de um acordo, enquanto a Al Jazeera informou que as negociações entre Omã e Irã haviam atingido um estágio avançado.
Por outro lado, alguns fatores limitaram a alta das cotações. Além dos sinais de que as negociações entre EUA e Irã poderiam avançar, que reduziram o prêmio de risco em determinados momentos, em 12 de agosto, os preços também foram pressionados no início da sessão pela divulgação de um aumento de 17,4 milhões de barris nos estoques norte-americanos de petróleo, muito acima das expectativas do mercado. Posteriormente, as cotações se recuperaram após a Agência Internacional de Energia (AIE) indicar que os estoques globais de petróleo deverão cair no terceiro trimestre, estimando um déficit de 1,8 milhão de barris por dia em razão das interrupções nos fluxos provocadas pelo conflito.
Em 13 de agosto, após dias de ganhos consecutivos, os preços do petróleo recuaram, com alguma realização de lucros dos investidores. A ausência de relatos de novos ataques militares dos EUA ou do Irã no Golfo Pérsico reduziu as preocupações do mercado com a escalada das tensões no Oriente Médio. As tratativas entre os EUA e o Irã, entretanto seguiram sem progresso, com ambas as partes endurecendo as respectivas posições.
Petróleo Brent: Entre 7 e 13 de agosto, os contratos futuros do petróleo tipo Brent registraram alta de 4,21%, iniciando o período em US$ 83,55/b e fechando em US$ 87,07/b.
Cenário Nacional: A Petrobras não realizou ajustes nos preços dos produtos vendidos em suas refinarias no período de análise.
Taxa de Câmbio: Entre 7 e 13 de agosto, a taxa de câmbio do real em relação ao dólar registrou avanço de 1,87%, iniciando o período em R$ 5,09/US$ e fechando em R$ 5,19/US$.

Dados
14 de Ago de 2026