Análise Semanal da Defasagem – 21/08/2026
No informe de hoje, 21 de agosto, divulgamos os dados diários e semanais do CBIE sobre defasagem da gasolina, diesel e GLP.
Leia aqui o relatório completo, incluindo versão em inglês.
Ao longo do recorte, os preços foram impulsionados por novos incidentes envolvendo embarcações no Estreito de Ormuz, incluindo ataques a navios-tanque e a detenção de um petroleiro por autoridades iranianas. Novos ataques no Líbano, em Gaza e no Mar Vermelho também contribuíram para elevar a percepção de risco. O cenário foi agravado pela sinalização de manutenção da pressão econômica e militar dos EUA sobre o Irã e pela ausência de avanços nas tratativas para a reabertura do estreito.
A redução das expectativas de um acordo de paz ganhou força ao longo do período. Declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que não havia negociações em andamento com o Irã, somadas à ausência de avanços nas tratativas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, mantiveram elevada a percepção de risco no mercado. Por outro lado, novos ataques no Líbano, em Gaza, no Mar Vermelho e incidentes no próprio estreito contribuíram para ampliar as preocupações com a estabilidade do fornecimento de petróleo na região.
Apesar desse ambiente, alguns fatores limitaram a valorização das cotações durante determinadas sessões. Entre eles, destacaram-se indicações de que os volumes de petróleo exportados pelo Golfo Pérsico permaneciam acima do esperado, mesmo diante das hostilidades, e sinais pontuais de avanço nas negociações entre Irã e Omã para a reabertura do Estreito de Ormuz. A ausência de uma interrupção mais acentuada das exportações impediu uma alta ainda mais expressiva dos preços.
No mercado norte-americano, os dados de estoques divulgados pelo Departamento de Energia (DoE) também exerceram influência sobre as cotações. O aumento inesperado dos estoques comerciais de petróleo e da produção doméstica média diária atuou como fator de pressão sobre os preços. Em contrapartida, a redução dos estoques em Cushing, Oklahoma, e da Reserva Estratégica de Petróleo (SPR), que atingiu o menor nível desde 1982, ofereceram algum suporte ao mercado. Além disso, a A forte desvalorização do dólar norte-americano também contribuiu para sustentar as cotações, em razão da relação inversa geralmente observada entre o índice do dólar (DXY) e as commodities denominadas na moeda. O movimento ocorreu em meio à reação dos mercados ao anúncio do Tesouro dos EUA sobre a ampliação das recompras de títulos de longo prazo.
No último dia do recorte, novas ameaças dos EUA de ampliar a pressão econômica sobre o Irã e seus parceiros comerciais elevaram novamente a percepção de risco. Assim, a evolução do conflito, as perspectivas de reabertura do Estreito de Ormuz e os riscos associados ao fluxo de petróleo do Oriente Médio permaneceram como os principais vetores das cotações, contribuindo para a quinta sessão consecutiva de valorização dos preços.
Petróleo Brent: Entre 14 e 20 de agosto, os contratos futuros do petróleo tipo Brent registraram alta de 5,94%, iniciando o período em US$88,52/b e fechando em US$ 93,78/b.
Cenário Nacional: A Petrobras não realizou ajustes nos preços dos produtos vendidos em suas refinarias no período de análise.
Taxa de Câmbio: Entre 14 e 20 de agosto, a taxa de câmbio do real em relação ao dólar registrou recuo de 0,72%, iniciando o período em R$ 5,22/US$ e fechando em R$ 5,19/US$.

Dados
21 de Ago de 2026