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No informe de hoje, 9 de outubro, divulgamos os dados diários e semanais do CBIE sobre defasagem da gasolina, diesel e GLP.

Leia aqui o relatório completo, incluindo versão em inglês.

Cenário Internacional – No período de análise, os contratos futuros de petróleo apresentaram forte volatilidade, com valorização acumulada do Brent, impulsionada principalmente pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, pelas ameaças à infraestrutura energética e pelas incertezas quanto à oferta global. As perspectivas de avanços diplomáticos e a recuperação parcial dos fluxos pelo Estreito de Ormuz, por sua vez, limitaram as cotações em determinados momentos.

No primeiro dia do recorte em análise (16/10), Brent e WTI avançaram mais de 3%, diante de ameaças à infraestrutura energética saudita e da interceptação de um míssil balístico direcionado a Yanbu, importante centro de refino e exportação de petróleo no Mar Vermelho. Paralelamente, ataques ucranianos a instalações petrolíferas russas, incluindo a refinaria de Ryazan, ampliaram as preocupações com a disponibilidade de derivados, especialmente o diesel, reforçando a pressão sobre os preços.

Na segunda-feira (19/10), os contratos fecharam em direções opostas, com queda do Brent e alta do WTI. A suspensão temporária de sanções norte-americanas sobre combustíveis russos e as declarações do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, de que os fluxos de petróleo pelo Golfo Pérsico haviam recuperado cerca de 80% dos níveis anteriores à guerra, contribuíram para aliviar as preocupações com a oferta. Em contrapartida, ameaças iranianas de assumir o controle do Estreito de Ormuz, ataques reivindicados pelos houthis contra alvos sauditas e relatos de petroleiros atingidos nas proximidades de Jubail mantiveram elevado o prêmio de risco geopolítico. Na terça-feira (20/10), os preços recuaram levemente após forte volatilidade intradiária. O movimento refletiu a realização de lucros, as expectativas de retomada das negociações entre EUA e Irã, após relatos de uma proposta de mediação de Catar e Paquistão, e a retração das margens de refino (crack spreads). A queda, contudo, foi limitada por informações sobre petroleiros que teriam atingido minas navais no Estreito de Ormuz, renovando as preocupações com a segurança do abastecimento.

Na quarta-feira (21/10), os contratos fecharam próximos da estabilidade. As perspectivas de negociações trilaterais entre Rússia, EUA e Ucrânia e de um possível cessar-fogo entre Washington e Teerã contribuíram para conter as cotações, enquanto a notícia de que o Departamento de Estado norte-americano se preparava para determinar a saída de funcionários não essenciais e familiares das missões diplomáticas na Arábia Saudita reacendeu os temores de escalada militar. A continuidade dos fluxos pelo Estreito de Ormuz também limitou as pressões de alta. Segundo a Kpler e a Vortexa, os volumes transportados pela região alcançaram, respectivamente, 16,7 milhões e 15,4 milhões de barris por dia (b/d) na média de outubro, aproximando-se dos cerca de 19 milhões de b/d registrados antes da guerra.

Na quinta-feira (22/10), os contratos futuros fecharam em forte alta. O movimento foi impulsionado pela intensificação dos ataques atribuídos aos houthis contra alvos na Arábia Saudita, incluindo o aeroporto de Dammam e instalações do campo petrolífero de Shaybah, elevando os temores de danos à infraestrutura energética e de novas interrupções no abastecimento. A ordem dos EUA para a saída de funcionários não essenciais e familiares da missão diplomática na Arábia Saudita reforçou as preocupações com a segurança regional. Essas apreensões aumentaram após reportagem do The New York Times indicar que os governos norte-americano e israelense haviam elaborado planos para novos ataques contra o Irã, possivelmente após as eleições israelenses de 27 de outubro e as eleições de meio de mandato dos EUA, em 3 de novembro. Embora o presidente Donald Trump ainda não tivesse autorizado uma nova operação militar, a notícia ampliou o prêmio de risco geopolítico.

Em síntese, o desempenho do mercado no período refletiu a predominância dos riscos geopolíticos, sobretudo no encerramento do período, quando a intensificação dos ataques na Arábia Saudita e as notícias sobre possíveis novas operações militares contra o Irã voltaram a pressionar as cotações, apesar das perspectivas diplomáticas e da recuperação parcial dos fluxos pelo Estreito de Ormuz.

Petróleo Brent: Entre 16 e 22 de outubro de 2026, os contratos futuros do petróleo tipo Brent registraram alta de 3,01%, iniciando o período em US$ 109,86/b e fechando em US113,17/b.

Cenário Nacional: A Petrobras não realizou ajustes nos preços dos produtos vendidos em suas refinarias no período de análise.

Taxa de Câmbio: Entre 16 e 22 de outubro de 2026, a taxa de câmbio do real em relação ao dólar registrou um recuo de 0,87%, ficando em R$ 5,04/US$.