Análise Semanal da Defasagem – 26/06/2026
No informe de hoje, 26 de junho, divulgamos os dados diários e semanais do CBIE sobre defasagem da gasolina, diesel e GLP.
Leia aqui o relatório completo, incluindo versão em inglês.
Cenário Internacional – No período de análise, os contratos futuros do petróleo e seus derivados permaneceram acumulando queda expressiva. Apesar do movimento de alta observado no primeiro dia do recorte, a trajetória das cotações ao longo da semana foi determinada, sobretudo, pela retomada da circulação de navios pelo Estreito de Ormuz, responsável por uma parcela significativa do comércio mundial de petróleo. A insegurança quanto à adesão dos Estados Unidos (EUA) e do Irã ao acordo de paz que figurou o primeiro dia da análise, logo se desfez, com a sequência de eventos que consolidaram o progresso nas negociações, a flexibilização de algumas sanções impostas ao petróleo iraniano.
Ao longo do período, algumas declarações divergentes entre autoridades de ambos os países sobre as negociações em curso, deixaram o mercado em alerta quanto à fragilidade do acordo. No entanto, a retomada do fornecimento de petróleo pelo Estreito de Ormuz e a flexibilização temporária das sanções norte-americanas, que autorizou as exportações iranianas de petróleo e derivados até 21 de agosto, foram ações concretas que aliviaram as preocupações com a oferta global de petróleo e contribuíram para a redução dos preços da commodity.
As cotações do barril de petróleo na semana, também, foram influenciadas, ainda que em menor proporção, pela queda generalizada nos mercados de ações globais. Tal fato reforçou as preocupações com o crescimento econômico global e com as perspectivas para a demanda por energia.
No dia 24 de junho, as cotações chegaram a recuar ao menor nível desde o início do conflito entre os EUA e o Irã em razão do aumento no tráfego marítimo através do Estreito de Ormuz e do avanço das negociações entre os dois países. Mais navios-tanque cruzaram o Estreito de Ormuz, impulsionando a oferta global de petróleo. A Organização Marítima Internacional disse ter recebido garantias permitindo que centenas de navios saíssem do Golfo Pérsico. Além disso, os Emirados Árabes Unidos restabeleceram a maior parte dos níveis de produção anteriores ao conflito, enquanto o Kuwait e o Iraque ampliaram suas exportações. A movimentação fez com que o mercado incorporasse a perspectiva de normalização gradual dos fluxos de petróleo e derivados.
No último dia da análise, os preços reverteram o período de queda em razão de relatos de um ataque a um navio cargueiro durante a travessia do Estreito de Ormuz. O The Wall Street Journal noticiou que o Irã teria atacado a embarcação de bandeira de Cingapura no Estreito de Ormuz. O incidente levou a Organização Marítima Internacional (OMI) a suspender seus planos de evacuação no Estreito de Ormuz até que as circunstâncias do ocorrido sejam esclarecidas. Após uma semana de relativa calma, o infortúnio reacendeu a persistente incerteza do mercado.
Petróleo Brent: Entre 19 e 25 de junho, os contratos futuros do petróleo tipo Brent registraram queda de 6,59%, iniciando o período em US$ 80,57/b e fechando em US$ 75,26/b.
Cenário Nacional: A Petrobras não realizou ajustes nos preços dos produtos vendidos em suas refinarias no período de análise.
Taxa de Câmbio: Entre 19 e 25 de junho, a taxa de câmbio do real em relação ao dólar registrou alta de 0,87%, iniciando o período em R$ 5,14/US$ e fechando em R$ 5,19/US$.

Dados
26 de Jun de 2026