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No informe de hoje, 28 de agosto, divulgamos os dados diários e semanais do CBIE sobre defasagem da gasolina, diesel e GLP.

Leia aqui o relatório completo, incluindo versão em inglês.

Cenário Internacional – No período de análise, os contratos futuros de petróleo e de seus derivados acumularam queda, em um movimento marcado pela expectativa de redução gradual do prêmio de risco associado ao conflito entre Estados Unidos (EUA) e Irã. Ao longo do recorte, o mercado passou a atribuir maior peso aos sinais de continuidade dos fluxos de petróleo pelo Estreito de Ormuz e às iniciativas diplomáticas para normalizar a navegação na região.

No primeiro dia da análise, os preços foram sustentados pelas ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de ampliar o isolamento econômico do Irã, reduzindo as expectativas de uma solução para o conflito e de uma eventual reabertura do Estreito de Ormuz. A perspectiva de novas sanções e de restrições à oferta manteve o petróleo valorizado. Os ganhos, contudo, foram limitados por declarações do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, favoráveis ao encerramento da guerra.

A percepção do mercado mudou a partir de 24 de agosto, quando os contratos registraram forte queda e interromperam uma sequência de seis sessões de alta. A Axios informou que cerca de 40 navios-tanque haviam transitado pelo Estreito de Ormuz, transportando aproximadamente 16 milhões de barris. Além disso, o Joint Maritime Information Center (JMIC) reduziu para “moderado” o nível de ameaça à navegação no Golfo de Omã. As informações reforçaram a percepção de que os fluxos de petróleo permaneciam parcialmente preservados, apesar da continuidade das tensões entre EUA e Irã.

A queda das cotações se estendeu nos dias 25 e 26. Em 25 de agosto, o movimento foi influenciado pela notícia do New York Times de que o Departamento de Estado dos EUA estaria se preparando para enviar diplomatas de volta às embaixadas no Oriente Médio evacuadas durante o conflito. A informação foi interpretada como sinal de que Washington não esperava uma retomada das hostilidades em larga escala, reduzindo ainda mais o prêmio de risco incorporado às cotações.

Em 26 de agosto, a queda, embora moderada, foi influenciada pela possibilidade de um acordo entre Irã e Omã para estabelecer um “corredor marítimo conjunto temporário” pelo Estreito de Ormuz. A agência de notícias iraniana Tasnim também informou que os dois lados realizariam novas conversas para negociar uma rota permanente de navegação em 30 a 60 dias. As perdas foram parcialmente limitadas pelos dados da Energy Information Administration (EIA), que mostraram aumento dos estoques norte-americanos de petróleo bruto inferior ao esperado, além das preocupações com uma possível intensificação dos ataques russos contra a Ucrânia.

No último dia da análise, as cotações fecharam em alta, interrompendo a sequência de quedas. Entre os principais fatores, uma reportagem do Wall Street Journal informou que os EUA não têm interesse em retornar aos termos do acordo firmado com o Irã em junho, reduzindo as expectativas de normalização dos fluxos de petróleo no Oriente Médio. Fontes familiarizadas com o assunto afirmaram que a Casa Branca está concentrada em ampliar a pressão econômica sobre o Irã. As preocupações com os impactos da escalada do conflito entre Rússia e Ucrânia sobre a oferta de petróleo e as incertezas quanto a um eventual acordo entre Irã e Omã para a navegação pelo Estreito de Ormuz também contribuíram para sustentar as cotações.

No recorte, o comportamento dos preços evidencia uma redução inicial do prêmio de risco associado ao conflito, impulsionada pelo aumento das expectativas de normalização dos fluxos pelo Estreito de Ormuz. No entanto, a alta das cotações no último dia mostra que essas expectativas ainda permanecem frágeis e dependentes da evolução das negociações. A manutenção de restrições à navegação, as incertezas quanto a um acordo envolvendo o Estreito de Ormuz e a possibilidade de nova escalada dos conflitos entre EUA e Irã e entre Rússia e Ucrânia mantêm os riscos sobre a oferta global de petróleo.

Petróleo Brent: Entre 21 e 27 de agosto, os contratos futuros do petróleo tipo Brent registraram queda de 4,97%, iniciando o período em US$94,39/b e fechando em US$ 89,70/b.

Cenário Nacional: A Petrobras não realizou ajustes nos preços dos produtos vendidos em suas refinarias no período de análise.

Taxa de Câmbio: Entre 21 e 27 de agosto, a taxa de câmbio do real em relação ao dólar registrou leve avanço de 0,03%, ficando em R$ 5,16/US$.