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No informe de hoje, 30 de outubro, divulgamos os dados diários e semanais do CBIE sobre defasagem da gasolina, diesel e GLP.

Leia aqui o relatório completo, incluindo versão em inglês.

Cenário Internacional – No período em análise, os contratos futuros de petróleo apresentaram volatilidade, mas encerraram o período em queda. As cotações foram influenciadas principalmente pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio, com o mercado ponderando os riscos de escalada militar entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã, os esforços diplomáticos para reduzir as hostilidades e as possíveis interrupções no abastecimento global.

No primeiro dia do recorte, os preços registraram alta significativa diante da intensificação das tensões regionais, após novos ataques atribuídos à milícia Houthi contra alvos na Arábia Saudita, incluindo instalações energéticas. A possibilidade de uma nova ofensiva militar norte-americana contra o Irã também ampliou as preocupações com a segurança da oferta. Nesse contexto, declarações de autoridades dos EUA indicaram a possibilidade de prolongamento do confronto, enquanto informações sobre planos militares para eventuais ataques reforçaram o prêmio de risco geopolítico incorporado às cotações.

Nos pregões seguintes, as expectativas de avanço diplomático contribuíram para a queda dos preços. As reuniões entre representantes do Irã, da Arábia Saudita, do Paquistão e da Turquia alimentaram a perspectiva de negociações para reduzir as hostilidades e estabilizar a região. Entretanto, a ausência de um acordo concreto para encerrar o conflito e as incertezas quanto à normalização do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz limitaram o alívio nos mercados.

Em 28 de outubro, as cotações voltaram a subir após o The Wall Street Journal noticiar que os EUA haviam alertado países do Golfo Pérsico para se prepararem para uma possível campanha militar contra o Irã. Informações divulgadas pela Axios também apontaram a possibilidade de ataques contra alvos estratégicos iranianos caso as negociações fracassassem. Em sentido contrário, os esforços de mediação conduzidos pelo Catar, com apoio de países da região, mantiveram no horizonte a possibilidade de uma solução diplomática.

No mercado norte-americano, a divulgação dos dados semanais da Energy Information Administration (EIA), em 28 de outubro, também influenciou as cotações. Os estoques de petróleo bruto recuaram 1,9 milhão de barris na semana encerrada em 23 de outubro, contrariando a expectativa de aumento de 15 mil barris e registrando a quarta queda semanal consecutiva. Apesar da redução dos estoques, a produção norte-americana atingiu um novo recorde histórico, sinalizando a continuidade da expansão da oferta doméstica.

No último dia da análise, 29 de outubro, as cotações recuaram diante das expectativas de retomada das negociações entre os EUA e o Irã. A divulgação de que o vice-presidente norte-americano, JD Vance, enviou uma correspondência a Mohsen Rezaee, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, buscando avaliar as condições para a retomada do diálogo, reforçou as perspectivas de uma solução diplomática. Entretanto, a ausência de avanços concretos e a persistência das tensões regionais mantiveram elevadas as incertezas quanto à segurança do abastecimento global

Ao final do período, o mercado permaneceu condicionado à interação entre os esforços diplomáticos e os riscos de escalada militar no Oriente Médio. Embora as perspectivas de negociação tenham favorecido o recuo das cotações, a ausência de um acordo e a persistência das ameaças ao abastecimento mantiveram elevada a incerteza quanto à trajetória dos preços.

Petróleo Brent: Entre 23 e 29 de outubro de 2026, os contratos futuros do petróleo tipo Brent registraram queda de 1,58%, iniciando o período em US$ 116,72/b e fechando em US$114,88/b.

Cenário Nacional: A Petrobras não realizou ajustes nos preços dos produtos vendidos em suas refinarias no período de análise.

Taxa de Câmbio: Entre 23 e 29 de outubro de 2026, a taxa de câmbio do real em relação ao dólar registrou um avanço de 6,68%, ficando em R$ 5,37/US$.