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No informe de hoje, 31 de julho, divulgamos os dados diários e semanais do CBIE sobre defasagem da gasolina, diesel e GLP.

Leia aqui o relatório completo, incluindo versão em inglês.

Cenário Internacional – No período de análise, os contratos futuros de petróleo e de seus derivados acumularam significativa queda. As cotações permaneceram influenciadas principalmente pelas expectativas em torno do conflito no Oriente Médio e de seus impactos sobre a oferta global de petróleo.

No primeiro dia da análise, o preço do barril de petróleo fechou em significativa queda, revertendo a tendência de alta da semana anterior. Além de um possível movimento de ajuste técnico, o principal fator de influência foi a continuidade dos embarques no Mar Vermelho, apesar das ameaças dos rebeldes Houthis. Durante o pregão, o mercado também acompanhou os esforços do Paquistão, com apoio da China, para retomar as negociações de paz entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã. Apesar do recuo nas cotações, os EUA e o Irã mantiveram as ações militares no Golfo Pérsico, chegando ao 13º dia consecutivo de ataques. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, advertiu os países europeus contra a utilização de suas bases militares pelos norte-americanos como plataforma para ataques, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter recebido garantias dos presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, de que seus países não fornecerão armas ao Irã.

Nos dois dias seguintes do período analisado, a queda das cotações prosseguiu sob a influência do alívio das tensões no Oriente Médio, após os EUA e o Irã suspenderem os ataques, reforçando as expectativas em torno das negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz. O Irã também sinalizou que não retaliaria durante as negociações com Omã sobre o estreito, enquanto o presidente norte-americano declarou que a suspensão dos ataques tinha como objetivo dar uma chance às negociações de paz. Apesar desse alívio, as tensões permaneceram elevadas, uma vez que os EUA mantiveram o bloqueio ao fornecimento de petróleo iraniano no Golfo Pérsico. Além disso, militantes Houthis no Iêmen afirmaram ter atacado instalações ligadas à Saudi Aramco nas cidades portuárias de Jizan e Yanbu, às margens do Mar Vermelho.

No dia 29, as cotações do petróleo subiram acentuadamente em meio a uma nova onda de hostilidades no Oriente Médio, voltando a ameaçar o fornecimento global de energia. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou ter atacado uma base aérea e um centro de comando dos EUA na Jordânia com mísseis balísticos, além de alegar ter atingido e impedido a passagem de três petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz. Em resposta, os EUA e a Arábia Saudita realizaram uma ofensiva conjunta contra grupos descritos por Washington como “terroristas alinhados ao Irã” no Iraque, após a IRGC ordenar ataques contra forças norte-americanas e a infraestrutura energética saudita. Donald Trump também declarou que os EUA “atacarão o Irã com força” após um ataque recente contra uma base norte-americana na Jordânia.

Também contribuiu para a alta a divulgação dos dados dos estoques de petróleo nos EUA, que mostraram uma redução muito superior às expectativas do mercado. De acordo com o Departamento de Energia (DoE), os estoques de petróleo caíram em 7,167 milhões de barris, para 404,508 milhões de barris, na semana encerrada em 24 de julho. O resultado superou amplamente a expectativa dos analistas consultados pelo Wall Street Journal, que projetavam redução de apenas 600 mil barris.

No fechamento do recorte, as cotações iniciaram a sessão em alta após o índice do dólar (DXY) cair para uma baixa de seis semanas e foram impulsionadas pela retomada das hostilidades entre os EUA e o Irã. Além disso, os rebeldes Houthis abriram uma nova frente de conflito no Mar Vermelho. No entanto, a combinação do anúncio da Arábia Saudita sobre um plano para criar uma coalizão de defesa marítima na região e da percepção de avanços diplomáticos contribuiu para reduzir parte do prêmio de risco geopolítico, levando as cotações a encerrarem a sessão em queda.

Também contribuiu para o movimento de baixa a declaração do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão de que as negociações entre os EUA e o Irã estão em andamento para restaurar a estabilidade, particularmente no Estreito de Ormuz. Além disso, o tráfego marítimo pelo estreito permaneceu operacional nos últimos dias, com os EUA afirmando que sua Marinha escoltou alguns petroleiros pela via marítima.

Petróleo Brent: Entre 24 e 30 de julho, os contratos futuros do petróleo tipo Brent registraram queda de 8,01%, iniciando o período em US$ 96,78/b e fechando em US$ 89,03/b.

Cenário Nacional: A Petrobras não realizou ajustes nos preços dos produtos vendidos em suas refinarias no período de análise.

Taxa de Câmbio: Entre 24 e 30 de julho, a taxa de câmbio do real em relação ao dólar registrou ligeiro avanço de 0,14%, iniciando o período em R$ 5,07/US$ e fechando em R$ 5,07/US$.