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Como é transportado o gás natural no Brasil?

Por Fontes Externas

Como é transportado o gás natural no Brasil?

No Brasil, o gás natural é levado aos distribuidores através dos gasodutos de transporte. É através dessas infraestruturas que o gás natural é levado após a sua produção, para passar por diversos processos até chegar aos distribuidores que então leva o gás para o consumidor final. As instalações desses gasodutos englobam ainda os pontos de recebimento e entrega, estações de interconexão e de compressão, entre outras estruturas necessárias para o processamento e transporte do gás.

Pela resolução atual, o transportador não pode comprar ou vender gás, com exceção do volume necessário para abastecer suas instalações de transporte e estoque operacional. Dessa forma, quem adquire o gás do produtor é o carregador, que então contrata o serviço do transportador para levar o gás até o ponto de entrega.

O Brasil possui 110 gasodutos, com extensão de 11,7 km de malha dutoviária para movimentação de gás natural.  Desse total, 48 (9.486 Km) são utilizados para transporte e 62 (2.246 Km) são para transferência.  O país tem umas das piores relações do mundo no que diz respeito ao transporte interno de gás natural. Esses gasodutos são responsáveis por levar o gás a 187 pontos de entrega (citygates), 33 estações de compreensão, 14 plantas de processamento com capacidade de 96 milhões m³/d, e 3 terminais de regaseificação de GNL com capacidade de 47 milhões m47 milhões m/d.

Atualmente, o Brasil conta com 5 empresas de transporte de gás natural. São elas:

  • Transportadora Associada de Gás S.A. – TAG: Atua nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste, dispondo de uma capacidade de movimentação de gás natural de 74,67 milhões m³/dia.
  • Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A. – TBG: Atua através do gasoduto de transporte Bolívia-Brasil as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. A empresa entrega até 30 milhões de m³/dia de gás natural para sete distribuidoras locais que, juntas, atendem 1.2 milhões de consumidores finais.
  • Transportadora Sulbrasileira de Gás – TSB: Atua na região sul e possui um gasoduto que interligará as cidades de Uruguaiana e Canoas no Estado do Rio Grande do Sul. A primeira fase do gasoduto, Fase I, foi concluída em maio de 2000 e constitui-se de dois trechos de 25 km em cada uma das duas extremidades do gasoduto. Atualmente a empresa está construindo e administrando o Gasoduto Uruguaiana – Porto Alegre. O projeto prevê 615 km de dutos no Estado do Rio Grande do Sul, dos quais 50 km já foram construídos na Fase I. O trecho terá vazão de 15 milhões m³/d.
  • GasOcidente do Mato Grosso Ltda. – GOM: É proprietária do trecho brasileiro do gasoduto que traz gás natural da Bolívia para o estado de Mato Grosso. O Gasoduto Bolívia – Mato Grosso, no seu trecho brasileiro, inicia na fronteira com a Bolívia, no município de Cáceres – MT, e tem 645 km de extensão, sendo 362 km em território boliviano e 283 km em território brasileiro. Sua capacidade máxima é de 4 milhões m³/d, podendo chegar a 5,74 milhões m³/d.
  • Nova Transportadora do Sudeste S/A – NTS: Os gasodutos da NTS ligam os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo (responsáveis por cerca de 50% do consumo de gás no Brasil) ao gasoduto Bolívia-Brasil, aos terminais de GNL e às plantas de processamento de gás. São mais de 2.000 km de malha com capacidade de transporte contratual de 158,2 milhões m³/d.

 

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Tags: CBIE, Gás natural, Gasodutos, Malha dutoviária, Petróleo

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