Como a indústria de óleo e gás coloca dutos no fundo do mar?

Para se colocar dutos que transportam petróleo e gás natural no fundo do mar, a indústria se utiliza de uma embarcação especializada de apoio marítimo offshore que atuam no lançamento e posicionamento de oleodutos no fundo do oceano. Este tipo de embarcação é conhecido no setor como PLSV, uma sigla para Pipe Laying Support Vessel que significa em português para Navio para Lançamento de Dutos Submarinos. Estas embarcações lançam e recolhem dutos e linhas flexíveis no mar, utilizadas para conectar as plataformas a sistemas de produção. Desta forma, um PLSV permite a continuidade das operações das zonas de perfuração do alto-mar até as usinas de processamento situadas na costa e é uma peça indispensável na totalidade das operações de perfuração de petróleo em alto-mar.

A operacionalidade do PLSV vai depender das circunstâncias em que está operando, sendo duas variáveis as mais importantes: se está colocando oleodutos ou gasodutos rígidos ou flexíveis, e se está localizado em águas rasas ou profundas. Conforme as circunstâncias, técnicas diferentes são necessárias e PLSVs mais especializados podem ser requeridos, com designs estruturais bastante diferentes entre si.

Certos PLSVs possuem um mecanismo que permite que o comprimento necessário de dutos/tubos seja enrolado sobre ele como um carretel. Durante as operações de posicionamento destes tubos, os carretéis são desenrolados e dispostos conforme necessário para atender às necessidades operacionais.

Existem principalmente na indústria três metodologias de pipelaying (colocação de dutos) que podem ser empregadas, conforme descritas a seguir:

  • A metodologia do PLSV em “S-lay” refere-se ao arco em forma de S formado pela tubulação a medida em que ela é liberada do navio até alcançar o fundo do mar, ao ser posicionada adequadamente. A posição do mecanismo de lançamento de dutos à bordo da embarcação, colocando os tubos na água, é plana, o que permite que os tubos tomem a curva única em forma de S, indicando assim a metodologia empregada.

  • A metodologia de “J-lay” refere-se ao arco em forma de J formado recolhido pela tubulação à medida que é colocado no fundo do mar pelo PLSV. Para obter a curva em forma de J, o mecanismo de lançamento de dutos no navio é posicionado perpendicularmente, o que permite controlar a curva do tubo à medida que este é baixado cuidadosamente para as profundidades requeridas no oceano.

  • A metodologia de “Reel-lay” difere das anteriores por usar um enorme carretel onde os dutos são carregados de forma dobrada no PLSV. Este método exige um processo de dobra dos dutos em terra antes da operação, que ocorre de forma mais acelerada.

Dentre os três métodos, o “J-lay” é o mais utilizado para dutos rígidos, de maior escala, enquanto o “S-lay” é mais usado para colocar dutos flexíveis em águas rasas a custos mais baixos, em velocidade relativamente rápida. O “Reel-lay” é usado para a execução de um serviço em tempo mais acelerado, de até quatro quilômetros por hora, mas possui uma limitação quanto ao tamanho dos dutos lançados.

Em geral, na operação de colocação de dutos, várias embarcações são utilizadas em paralelo e sequencialmente, com barcos de transporte suprindo de dutos os PLSVs em alguns casos. Depois que um duto for instalado e o sistema tiver sido testado, o cliente pode transportar petróleo ou gás natural através dele.

Para o caso de tubos especialmente grandes e pesados, ao invés de PLSVs são utilizados navios de reboque com estes dutos flutuando atrelados a boias modulares e “lançadas” ao se atrelarem correntes para fazer peso e posicionar os dutos na localização adequada.

(Fonte: CBIE)

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