Como funcionam os parques eólicos offshore?

A energia eólica é uma das alternativas renováveis que mais vem se desenvolvendo nos últimos anos. Ela é uma energia limpa, gerada a partir do vento, através das lâminas dos aerogeradores que captam a energia cinética e a transforma em energia mecânica e elétrica. Ela é uma fonte inesgotável, que não emite gases poluentes, sendo uma alternativa aos combustíveis fósseis. Em 2019, a capacidade de geração eólica mundial era de cerca de 651 GW. Deste total, aproximadamente, 29 GW, ou seja, 4,5% da capacidade eólica total, vem de parques offshore.

No caso dos parques offshore, as turbinas eólicas são erguidas longe da costa e utilizam os fluxos de ar que sopram da terra para o mar. Elas geralmente estão localizadas em alto mar, em águas não muito profundas (até 60 metros de calado) e em locais afastados das rotas de tráfego marinho, das instalações estratégicas navais e dos espaços de interesse ecológico. Para se conectarem com a rede elétrica em terra, as turbinas são conectadas à costa através de cabos submarinos por onde a energia é transmitida. Ela é então enviada para centros de distribuição localizados em terra, que distribuem esta energia conforme a melhor necessidade.

Fonte: Iberdrola

Atualmente, a forma mais convencional de geração de energia eólica offshore é em águas não muito profundas. No entanto, alguns países, como os Estados Unidos, possuem a maior parte da sua capacidade de geração em águas profundas, assim, estão sendo desenvolvidos projetos para se adaptar a esta realidade, como a utilização de turbinas em estruturas flutuantes, sem a utilização de estruturas fixas para a geração de energia.

Fonte: energy.gov

Vantagens e Desvantagens em relação à campos onshore:

Os componentes das turbinas onshore costumam ser transportados por navios e barcas, o que reduz algumas das dificuldades logísticas. Como não há tuneis e nem ruas que limitam o tamanho do componente capaz de passar, as turbinas offshore costumam ser maiores e capazes de captar mais energia, podendo gerar o dobro de um parque eólico em terra. No entanto, por estarem localizadas no mar, é necessário a contração de embarcações especializadas para cada operação, cujo custo costuma ser muito alto. São necessários rebocadores para transportar as plataformas, ROVs para o suporte em operações de ancoragem e cabeamento, d embarcações gruas para içar as partes e realizar a montagem da turbina sobre a plataforma.

Outra vantagem é que os campos offshore costumam gerar a maior parte da sua energia durante o dia, quando a demanda costuma ser maior, enquanto a maior parte dos campos onshore geram energia durante a noite e madrugada, momentos em que há uma queda na demanda. As variações significativas da velocidade do vento ao longo do ano, é hoje, um dos maiores desafios das energias renováveis. Nem sempre o vento sopra quando a eletricidade é necessária em determinado local, e os custos para estocar esta energia, através do uso de baterias ainda é muito elevado, fazendo que seja necessária uma fonte alternativa para atender os momentos de maior demanda quando não há geração de energia através das turbinas.

O Brasil possui hoje uma das matrizes elétricas menos poluentes do mundo, devido a alta participação das hidroelétricas, que representam 61% da capacidade total instalada de 178 GW. Contudo, atualmente, apenas cerca de 8,8% da matriz energética brasileira é gerada através de parques eólicos onshore e offshore. Ainda assim, o país é hoje o maior produtor de energia eólica na América Latina e, em 2017, no Nordeste mais de 60% da energia consumida veio de parques eólicos. O país tem um grande potencial principalmente nas regiões sul, sudeste e nordeste, onde há grandes fluxos de vento.

(Fonte: CBIE)

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