Quantas usinas geradoras de energia temos no Brasil?

O Brasil possui atualmente quase 7.500 usinas geradoras de energia elétrica, espalhadas por todo o território. Em 2019, são exatamente 7.429 usinas, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Dependendo do tipo da geração, é possível existir concentração deste tipo em determinada região, por vantagens econômicas e logísticas. As usinas brasileiras têm um total de mais de 160 GW (160.000 MW) de potência instalada e, em 2017, geraram 588 TWh de energia elétrica.

Dentre as usinas que temos no Brasil, destacam-se 7 categorias: as hidrelétricas (divididas em 3 subcategorias – pequenas centrais, micro centrais elétricas e as hidrelétricas de grande porte); térmicas; nucleares; eólicas e solares. Veja os diferentes tipos de usinas de geração de energia elétrica, seu percentual na matriz energética e sua produção:

Quantas usinas geradoras de energia temos no Brasil?
(Fonte: Aneel)

As centrais geradoras elétricas mais importantes do Brasil são as hidroelétricas, ou hídricas como também são conhecidas. Isto se deve à geografia brasileira que combina bacias hidrográficas de grande porte, centenas de rios com forte fluxo e um relevo abundante em variações de elevações que facilitam a construção de reservatórios. Historicamente, a usina hidrelétrica foi o foco do desenvolvimento da geração elétrica nacional. Existem hidroelétricas de todas as escalas, desde a Usina de Itaipu, de grande escala, com seu reservatório de 1.350 km², 20 turbinas de 700 MW para um total de 14 GW (14.000 MW) de potência, até as micro geradoras hídricas com potência instalada de 50 kW (0,05 MW). As hídricas são construídas onde há bacias hidrográficas favoráveis, como nas regiões Sudeste e Sul, também no Nordeste e mais recentemente, na Região Norte. O Brasil já aproveita quase todo o seu potencial para geração hidráulica.

Outra fonte importantíssima de geração elétrica no Brasil são as termoelétricas, ou térmicas, que usam como combustível mais de uma dezena de energéticos para serem queimados em suas caldeiras. A geração térmica entra para alimentar o sistema nacional de eletricidade quando circunstâncias impedem um adequado abastecimento a partir das nossas hidroelétricas. As termoelétricas se concentram onde existe uma cadeia de suprimento do seu combustível, por exemplo, térmicas a óleo combustível ficam perto de refinarias e térmicas a gás natural ficam perto de Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGNs). As térmicas a biomassa localizam-se perto de zonas rurais para aproveitar a logística de suprimento dos dejetos da agricultura, que são usados como combustíveis.

Existem no Brasil duas térmicas nucleares (Angra I e Angra II), ambas no estado do Rio de Janeiro. São usinas que geram muita energia e são muito confiáveis, mas demandam extremo cuidado com manutenção devido à complexidade de sua operação, mitigação de acidentes e descarte de material radioativo.

As usinas eólicas e solares, que entraram na matriz elétrica brasileira nos últimos vinte anos, são consideradas as energias renováveis do futuro. Impulsionadas pelas questões ambientais, essas energias devem crescer de proporção na matriz substituindo energias poluentes, passando um período chamado de transição energética. Com novos projetos entrando em operação a cada dia, as eólicas já alcançaram a quase 10% da potência instalada total e as solares já ultrapassaram 1% da potência instalada. Devido à geografia brasileira, grande parte destas usinas está sendo instalada no Nordeste, no caso das eólicas há um investimento para instalação de parques geradores em alto-mar. Para aumentar a participação destas renováveis na matriz, é necessário considerar a intermitência inerente a este tipo de geração (período com insuficiência de ventos ou luz solar), portanto um planejamento adequado para a complementação de sua geração é fundamental para garantir segurança energética ao país ao longo da transição.

(Fonte: CBIE)

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