A preocupante queda de produtividade na cana

Vamos ao resumo dos fatos de julho. Em relação à cana, esta redução de ATR que vem sendo observada, se persistir é um fator preocupante para o final da safra. Já moemos nesta safra, até 15 de julho, 258,13 milhões de toneladas, 4% a menos que no mesmo período do ano anterior. Estamos com média de (CTC) 84,87 toneladas/ha, que é um pouco maior que os 82,11 toneladas/ha da safra passada. Porém a quantidade de açúcar na cana está 4% menor que na safra passada (ATR por tonelada está em 126,31 kg, e foi de 131,71 kg em 2018/2019). Não sabemos ainda o efeito da geada sobre o canavial, nas próximas análises da UNICA deve aparecer. Preocupante.

Até onde vai Guedes?

Depois da venda da BR Distribuidora, o ministro da economia tenta cumprir uma ambiciosa agenda de privatizações, mas há dúvidas sobre o avanço e o impacto dessa estratégia.

Governo quer a paz com caminhoneiros, mas tem pouco a oferecer

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, se reúne na manhã desta quarta-feira (24) com representantes dos caminhoneiros e outros integrantes do governo em seu gabinete, em Brasília. A meta do encontro é sepultar em definitivo a possibilidade de que a categoria faça uma greve e repita os impactos da paralisação de 2018, que teve efeitos em todo o país. Apesar do otimismo por parte do governo, porém, o entendimento dos profissionais é que uma eventual interrupção dos serviços ainda pode ocorrer nas próximas semanas.

A todo gás

Quebra do monopólio da Petrobras e mudanças regulatórias abrem caminho para investimentos privados no mercado de gás. Setor pode deslanchar no Brasil.

O que mudou e falta mudar no gás

O governo tem falado de várias iniciativas que tomará, mas ainda são intenções. A liberação de dinheiro do FGTS tem fôlego curto. A reforma tributária ainda não foi explicada. As privatizações não aconteceram. Mas a tentativa de mudar o mercado de gás teve algum avanço. O acordo do Cade com a Petrobras para acabar com o monopólio da empresa no setor foi um passo na direção correta. Há muitos obstáculos a superar para viabilizar o gás do pré-sal a preços competitivos. O maior deles será construir a infraestrutura de transporte, o que deve consumir bilhões de dólares em investimentos e alguns anos em obras. Outro problema será lidar com as concessões estaduais de distribuição, que não poderão ser revistas de uma hora para outra e vão exigir muita negociação para evitar que o tema seja judicializado.

Baixa da gasolina no DF deve durar só até terça, quando haverá mudança no ICMS

Brasilienses que foram aos postos de gasolina nesta sexta-feira (12/7) conseguiram encontrar o litro da gasolina a menos de R$ 4. Após o anúncio de redução do valor do combustível nas refinarias para R$ 0,0778, na última semana, as revendedoras resolveram fazer promoção. No entanto, é bom se apressar, pois o litro mais em conta deve se manter somente até terça-feira, quando o Confaz deve elevar a base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Levantamento feito pelo Correio em 27 postos mostra onde encontrar a gasolina mais barata no DF neste fim de semana.

A concorrência no gás natural

A Petrobras e o Cade deram ontem um passo histórico para viabilizar mais competição no mercado de gás natural e, consequentemente, queda dos preços dessa fonte energética. A empresa se comprometeu a vender sua participação em gasodutos, distribuidoras, arrendar terminais e dar acesso a outras empresas aos dutos de escoamento e unidades de processamento. Capitalismo sem competição o Brasil sabe fazer, com seus monopólios, oligopólios e cartéis. O desafio é permitir que a competição aconteça.

Venda das refinarias da Petrobras reacende debate sobre privatização

A alienação de empresas estatais para a iniciativa privada nunca é uma unanimidade e sempre gera polêmica. O que dizer então quando esse assunto diz respeito a uma das principais companhias brasileiras, a Petrobras? O governo federal já anunciou que pretende se desfazer de oito das 13 refinarias do grupo, o que corresponde a aproximadamente metade da capacidade de refino da empresa no País. As unidades envolvidas são a Alberto Pasqualini (Refap, no Rio Grande do Sul) Abreu e Lima (Rnest, em Pernambuco), Landulpho Alves (Rlam, na Bahia), Gabriel Passos (Regap, em Minas Gerais), Presidente Getulio Vargas (Repar, no Paraná), Isaac Sabbá (Reman, no Amazonas), a Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor, no Ceará) e a Unidade de Industrialização do Xisto (SIX, no Paraná).