Após reajuste, defasagem segue negativa entre os preços dos combustíveis nas refinarias

Por CBIE

De acordo com a atualização mais recente, em 17 de janeiro, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou em R$ 0,37/litro (ou -9,2%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA). O resultado deve-se ao aumento de 6,2% no preço internacional do diesel, e de -3,0% na taxa de câmbio (R$/US$), com relação à semana anterior (10/1). A Petrobras anunciou acréscimo de 7,98% no preço do diesel na refinaria, a partir de 12 de janeiro.

Veja o histórico dos últimos 2 anos no gráfico abaixo:

Na média semanal (de 10 a 17 de janeiro), o preço do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,42/litro (ou -10,7%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA).

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,49/litro (ou -13%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA), em 17 de janeiro. O resultado teve influência do aumento de 6,7% no preço internacional da gasolina, com relação à última semana, e da variação da taxa de câmbio, citada acima. A Petrobras anunciou, também para o preço da gasolina na refinaria nacional, um ajuste de 4,85%, a partir de 12 de janeiro.

Acompanhe a variação nos últimos 2 anos:

Na média semanal (de 10 a 17 de janeiro), o preço da gasolina na refinaria nacional ficou R$ 0,51/litro (ou -13,7%) abaixo do preço do Golfo do México.

No período de análise, o preço do barril de petróleo tipo Brent permaneceu sob influência dos efeitos da pandemia do coronavírus (Covid-19). Impulsionada pela variante Ômicron, que já se tornou dominante ao redor do mundo, a quantidade de novos casos registrados diariamente alcançou níveis recordes em diversos países. Apesar de sua alta transmissibilidade, cientistas e médicos vêm observando sintomas mais brandos e menor duração da infecção, tendência que pode ser atribuída, aos avanços das campanhas de vacinação nacionais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (WHO, na sigla em inglês), a quarta onda de contaminação no continente africano já apresenta sinais de decrescimento, após alta de seis semanas, tendo a duração mais curta dentre as ondas de Covid-19. Apesar da reação negativa inicial do mercado quanto ao anúncio da variante em meados de novembro do ano passado, os preços do barril de petróleo apresentam forte movimento altista, sinalizando confiança na recuperação da demanda e refletindo a resistência dos indicadores econômicos, mesmo durante o pico de casos.

Os dados oficiais de estoques de petróleo nos Estados Unidos (EUA), divulgados na última semana, indicaram queda nos estoques da commodity. De acordo com o relatório semanal da Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês), os estoques norte-americanos de petróleo diminuíram 4,6 milhão de barris, atingindo volume de 413,3 milhões ao final do período de análise, volume 8% menor do que a média dos últimos cinco anos. Para além, o relatório reportou, também, ganhos de 2,5 milhões de barris nos estoques norte-americanos de gasolina, que atualmente se encontram em nível 15% menor do que a média dos últimos cinco anos para este período.

Na semana de referência, a EIA publicou o primeiro “Short-Term Energy Outlook” de 2022, referente a janeiro, trazendo os resultados de 2021, e previsões para 2022 e 2023. Segundo a agência, o preço médio do petróleo Brent foi de US$ 71 por barril (US$/b) em 2021, e seguirá próximo dos preços correntes durante o primeiro trimestre de 2022 (1T22), com expectativa de alcançar em média US$ 79/b no período e US$ 75/b, no ano. O relatório traz previsões para o desenvolvimento do mercado no curto-prazo, porém, ressalta o caráter incerto do andamento da pandemia, sobretudo do surgimento de novas variantes de Covid-19, e seus possíveis impactos na economia. Para a EIA, dada as condições atuais, a tendência é de que os estoques da commodity mundiais acumulem ganhos a partir da segunda metade deste ano, exercendo pressão sobre os preços ao longo de 2023, quando a previsão de chegar a US$ 68/b.

Durante a semana de análise, a Rússia declarou que as negociações com o Irã referentes a promoção da energia nuclear vêm “caminhando”. Segundo Mikhail Ulyanov, negociador chefe do setor nuclear do país, “Nós tivemos uma discussão produtiva acerca das questões mais difíceis de serem resolvidas”, indicando maior flexibilidade do governo iraniano, o que aumenta levemente as expectativas acerca do retorno do acordo nuclear e retirada de sanções americanas contra a nação.

Segundo o Goldman Sachs Group, o barril de petróleo deve atingir US$ 100 no terceiro trimestre de 2022 (3T22). A previsão está de acordo com o rally de preços observado nas últimas semanas, impulsionado pela resistência da demanda, junto a fraca recuperação da oferta, sobretudo do não cumprimento das metas de produção estipuladas por membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+).

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