Aumenta a defasagem negativa entre o preço de refinaria nacional e internacional da gasolina

Por CBIE

De acordo com a atualização mais recente, em 28 de junho, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou em R$ 0,18/ litro (ou -6,1%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA). O resultado deve-se a leve variação negativa de -0,3% no preço internacional do diesel, com relação ao preço do levantamento na última semana (21/6), somada a redução de 1,9% na taxa de câmbio (R$/US$) para o mesmo período. Não houve ajustes no preço doméstico do diesel na semana em análise.

Veja o histórico dos últimos 12 meses no gráfico abaixo:

Na média semanal (de 21 a 28 de junho), o preço do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,23/litro (ou -7,6%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA).

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,44/litro (ou -14,6%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA), em 28 de junho. O resultado teve influência da elevação de 6,2% no preço internacional da gasolina, com relação à última semana, e da variação da taxa de câmbio, citada acima. Não houve ajustes no preço doméstico da gasolina na semana em análise.

Acompanhe a variação nos últimos 12 meses:

Na média semanal (de 21 a 28 de junho), o preço da gasolina na refinaria nacional ficou R$ 0,46/litro (ou -15,2%) abaixo do preço do Golfo do México.

No período em análise, o preço do barril de petróleo tipo Brent permaneceu sob influência dos efeitos da pandemia do coronavírus (Covid-19). O otimismo com o avanço da vacinação e a consequente flexibilização das medidas de restrição social foram freados em razão da variante Delta. Disseminados pela Ásia, Oceania e parte da Europa, os novos surtos de COVID-19 ameaçam a retomada da demanda por petróleo. Por outro lado, o intenso verão no hemisfério Norte e a contínua vacinação e normalização das atividades nos Estados Unidos, principal consumidor mundial, ainda pressionam a demanda por combustíveis.

Também influenciou a cotação dos contratos futuros do petróleo, a redução dos pedidos de auxílio desemprego e a confirmação da expansão de 6,1% da economia norte-americana no 1º trimestre. Além disso, os preços foram influenciados pela divulgação dos dados de estoque de petróleo bruto pelo Departamento de Energia americano (DoE), que novamente reportou uma queda maior do que a estimada, de aproximadamente 7,6 milhões de barris. A economia chinesa, em contrapartida, segue o rumo de desconfiança e prudência para os contratos futuros da commodity. A ressurgência de infecções em algumas províncias impactou a atividade industrial, que desacelerou em junho.

Nos últimos dias, o preço do petróleo subiu em função das expectativas para a reunião ministerial da OPEP+, em 1 de julho, que definirá a política de produção para os meses seguintes. Embora o grupo aponte a necessidade de cautela, já que ainda há incertezas econômicas e sanitárias significativas, espera-se que haja a adição de 2 milhões de barris por dia (b/d), entre agosto e dezembro. A reversão dos cortes de produção de 2020, iniciada em abril desse ano, ainda registra uma capacidade ociosa de 5,8 milhões de b/d na estrutura produtiva dos países membros. Diante da perspectiva de melhoria da demanda e do fato de que o petróleo iraniano não deve voltar ao mercado tão cedo, há uma boa chance de que alguns países do cartel e seus aliados, como a Rússia, pressionem por um aumento de produção a partir de agosto.

Tags: Brasil, CBIE, CBIE na Mídia, Combustíveis, Defasagem, Diesel, Economia, Energia, EUA, Gasolina, Golfo do México, Petrobras, Petróleo, Preço, Refinaria

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