Aumenta a defasagem negativa entre o preço de refinaria nacional e internacional do diesel

Por CBIE

De acordo com a atualização mais recente, em 4 de outubro, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou em R$ 0,55/ litro (ou -15,2%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA). O resultado deve-se ao aumento de 6,3% no preço internacional do diesel, somado ao aumento de 1,4% na taxa de câmbio (R$/US$), com relação à semana anterior (27/9). Em 29 de setembro, a Petrobras realizou um aumento de 9% no preço do diesel na refinaria.

Veja o histórico dos últimos 2 anos no gráfico abaixo:

Na média semanal (de 27 de setembro a 4 de outubro), o preço do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,49/litro (ou -14,1%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA).

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,61/litro (ou -18,0%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA), em 4 de outubro. O resultado teve influência da elevação de 1,5% no preço internacional da gasolina, com relação à última semana, e da variação da taxa de câmbio, citada acima. O preço de refinaria nacional da gasolina, não foi ajustado na semana em análise.

Acompanhe a variação nos últimos 2 anos:

Na média semanal (de 27 de setembro a 4 de outubro), o preço da gasolina na refinaria nacional ficou R$ 0,62/litro (ou -18,2%) abaixo do preço do Golfo do México.

No período em análise, o preço do barril de petróleo tipo Brent permaneceu sob influência dos efeitos da pandemia do coronavírus (Covid-19). Com o avanço da imunização global, as economias estão retornando as atividades e a demanda por energia está crescendo em ritmo maior do que a oferta, inflando os preços e preocupando os agentes do mercado. Os agentes veem risco de contágio do mercado de petróleo pela crise de fornecimento de gás natural na Europa e pela intensificação dos problemas de fornecimento de eletricidade a carvão na China. Permaneceu a interferência da incerteza sobre o futuro do setor imobiliário chinês, com destaque a incorporadora Evergrande, altamente endividada.

A divulgação dos dados de estoque de petróleo dos Estados Unidos, mostrou que a oferta restrita do país, devido à paralisação da produção no Golfo do México pelo furacão Ida está sendo superada. De acordo com o American Petroleum Insitute (API) houve uma alta de 4,1 milhões de barris da commodity, na semana anterior. O Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) apresentou números semelhantes, com avanço de 4,578 milhões de barris, no mesmo período, enquanto o consenso do mercado era de queda de 2,5 milhões.

A cotação da commodity também foi influenciada, inicialmente, pela expectativa pela reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+), e após pelo resultado. Em reunião interministerial, a OPEP+ resolveu manter o acordo anterior para retorno gradual da oferta do grupo, com uma elevação de 400 mil barris por dia (b/d) em novembro. Consequentemente, o preço do barril de petróleo Brent ultrapassou os US$ 80.

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