Aumenta a defasagem negativa entre o preço de refinaria nacional e internacional do diesel

Por CBIE

De acordo com a atualização mais recente, em 20 de setembro, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou em R$ 0,44/litro (ou -13,6%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA). O resultado deve-se ao aumento de 2,4% no preço internacional do diesel, balanceado pelo aumento de 2,2% na taxa de câmbio (R$/US$), com relação à semana anterior (13/9). Não houve ajustes no preço de refinaria doméstico do diesel na semana em análise.

Veja o histórico dos últimos 2 anos no gráfico abaixo:

Na média semanal (de 13 a 20 de setembro), o preço do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,38/litro (ou -11,7%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA).

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,43/litro (ou -13,4%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA), em 20 de setembro. O resultado teve influência da queda de 3,6% no preço internacional da gasolina, com relação à última semana, e da variação da taxa de câmbio, citada acima. O preço de refinaria nacional da gasolina, também, não foi ajustado, na semana em análise.

Acompanhe a variação nos últimos 2 anos:

Na média semanal (de 13 a 20 de setembro), o preço da gasolina na refinaria nacional ficou R$ 0,48/litro (ou -14,6%) abaixo do preço do Golfo do México.

No período em análise, o preço do barril de petróleo tipo Brent permaneceu sob influência dos efeitos da pandemia do coronavírus (Covid-19). Na semana, o mercado diminuiu os receios de que a variante Delta da Covid-19 pudesse causar novos lockdowns em série no mundo. A cotação da commodity também teve a influência dos relatórios mensais da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e da Agência Internacional de Energia (AIE). A conjuntura econômica mundial, também, sofreu agitações advindas da China, com o risco de uma crise imobiliária ecoar para o setor financeiro internacional, com possível risco à econômica global.

Na semana em análise, a cotação internacional do barril de petróleo tipo Brent oscilou positivamente, fechando a semana com a valorização de 0,6%. No acumulado das duas semanas, houve uma alta de 1,2%. Os preços da commodity foram impulsionados por temores de novas interrupções na oferta de petróleo pelos Estados Unidos, que ainda sofre os efeitos da passagem do furacão Ida e, na semana em questão, estava na expectativa da passagem da tempestade tropical Nicholas, que poderia atingir a força de um furacão antes de chegar ao continente.

Na semana em análise, a cotação internacional do barril de petróleo oscilou positivamente, fechando a semana com a valorização de 0,56%. No acumulado das duas semanas, houve uma alta de 1,21%. A perspectiva de melhora econômica dos EUA foi sutilmente afetada pelos recentes furacões no sul do país. Reflexo direto desse desastre e das subsequentes perdas é o aumento em 20 mil dos pedidos de seguro-desemprego, contabilizando o total de 332 mil pessoas. O saldo decepciona, pois, excede em 14 mil pedidos as expectativas dos analistas. Além disso, o fim dos planos de estímulo a população vulnerável tem alimentado as expectativas pelo aumento na busca por empregos de acordo com o Departamento de Trabalho dos EUA, a inflação na economia norte-americana tem desacelerado desde julho. A instituição aponta que a disseminação da variante Delta, problemas no fornecimento de insumos para a cadeia produtiva global e a escassez de mão de obra ainda são gargalos. Porém, a recente melhora no índice de empregabilidade tem aquecido a produtividade de bens e serviços e ajudado no combate à inflação. Desse modo, as previsões de consumo de energia e petróleo, consequentemente, aumentam com a superação das travas e a maior atividade produtiva no principal consumidor mundial. Os dados semanais do estoque de petróleo bruto, disponibilizados pelo Departamento de Energia Americano (DOE), apresentaram queda nos estoques, de 6,4 milhões de barris que, com folga, foi superior a expectativa dos analistas, de redução em 2,5 milhões de barris.

Na Ásia, a instabilidade na economia chinesa representa um risco para a recuperação da economia mundial em 2021. A Evergrande, segunda maior incorporadora Chinesa, corre o risco de ficar inadimplente. A crise no setor imobiliário chinês tem potencial de ecoar para outros países, já que muitos bancos e fundos internacionais estão expostos, o que provoca o temor de uma crise. A decisão do governo chinês de intervir a favor dos compromissos da empresa é acompanhada de perto pelo mercado, pois essa é uma variável importante nos cálculos de risco dos possíveis desdobramentos para a economia mundial.

Por fim, os relatórios mensais da AIE e da OPEP foram os principais determinantes na cotação internacional da commodity. O relatório mensal da AIE revisou negativamente a demanda total de petróleo em 2021. A agência afirma que embora o progresso contínuo nos programas de vacinação vá destravar a demanda pelos derivados do petróleo, os impactos da variante Delta no primeiro e segundo semestre de 2021 foram significativos. Entretanto, as revisões de consumo foram positivamente reajustadas para o quarto trimestre de 2021 e no cálculo anual para 2022. Já a OPEP manteve as projeções de consumo para 2021, contudo, ressaltou os riscos para o mercado em razão da imprevisibilidade sanitária e econômica, no final de 2021. Os destaques ficam por conta da resiliência na demanda nesse terceiro trimestre e as maiores incertezas para o quarto trimestre.

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