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De acordo com a atualização mais recente, em 21 de junho, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou em R$ 0,24/ litro (ou -8,2%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA). O resultado deve-se a sutil variação positiva de 0,6% no preço internacional do diesel, com relação ao preço do levantamento na última semana (14/6), somando a redução de 1,4% na taxa de câmbio (R$/US$) para o mesmo período. Não houve ajustes no preço doméstico do diesel na semana em análise.

Veja o histórico dos últimos 12 meses no gráfico abaixo:

Na média semanal (de 14 a 21 de junho), o preço do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,22/litro (ou -7,3%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA).

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,33/litro (ou -11,4%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA), em 21 de junho. O resultado teve influência da moderada variação de -4,3% no preço internacional da gasolina, com relação à última semana, e da variação da taxa de câmbio, citada acima. Não houve ajustes no preço doméstico da gasolina na semana em análise.

Acompanhe a variação nos últimos 12 meses:

Na média semanal (de 14 a 21 de junho), o preço da gasolina na refinaria nacional ficou R$ 0,41/litro (ou -13,7%) abaixo do preço do Golfo do México.

No período em análise, o preço do barril de petróleo tipo Brent permaneceu sob influência dos efeitos da pandemia do coronavírus (Covid-19). Entretanto, o avanço da vacinação e a crescente flexibilização das medidas de mobilidade e restrição social nos países desenvolvidos continuam a impulsionar a demanda por petróleo. Os Estados Unidos e a Europa vêm protagonizando as campanhas de imunização e, portanto, o aumento da circulação de pessoas e veículos vem pressionando a demanda por combustíveis, em razão da chegada do verão no hemisfério Norte.

Também influenciou a cotação dos contratos futuros do petróleo a antecipação das projeções do Federal Reserve (Fed) com o anúncio da primeira alta de juros nos Estados Unidos, o que impulsionou o dólar no exterior. Além disso, os preços foram influenciados pela divulgação dos dados de estoque de petróleo bruto pelo Departamento de Energia americano (DoE), que novamente reportou uma queda maior do que o estimado, de aproximadamente 7,6 milhões de barris.

As crescentes revisões positivas para o crescimento da economia global têm corroborado com o desempenho das principais economias desenvolvidas. Contudo, ainda há preocupações tanto do lado da demanda, em decorrência da possibilidade de mutações e novos surtos infecciosos, quanto da oferta, como a escassez de investimentos para projetos futuros ou a própria sobreoferta da commodity com o fim das sanções ao petróleo iraniano.