Permanece a defasagem negativa entre o preço de refinaria nacional e internacional dos combustíveis

Por CBIE

De acordo com a atualização mais recente, em 14 de junho, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou em R$ 0,24/ litro (ou -8,3%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA). O resultado deve-se a leve variação negativa de 0,2% no preço internacional do diesel, com relação ao preço do último levantamento de 7 de junho, contrastado com o pequeno aumento de 0,4% na taxa de câmbio (R$/US$) para o mesmo período. Não houve ajustes no preço doméstico do diesel na semana em análise.

Veja o histórico dos últimos 12 meses no gráfico abaixo:

Na média semanal (de 07 a 14 de junho), o preço do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,26/litro (ou -8,8%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA).

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,47/litro (ou -15,5%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA), em 14 de junho. O resultado teve influência da leve variação de 0,3% no preço internacional da gasolina, com relação à última semana, e da variação da taxa de câmbio, citada acima. Em 12 de junho o preço da gasolina na refinaria nacional foi reajustado em -2,0% pela Petrobras.

Acompanhe a variação nos últimos 12 meses:

Na média semanal (de 7 a 14 de junho), o preço da gasolina na refinaria nacional ficou R$ 0,44/litro (ou -14,4%) abaixo do preço do Golfo do México.

No período em análise, o preço do barril de petróleo tipo Brent permaneceu sob influência dos efeitos da pandemia do coronavírus (Covid-19). Consequentemente, os contatos futuros foram fundamentados pela perspectiva do crescimento da demanda por combustíveis à medida que as campanhas de vacinação nos países desenvolvidos se aceleram.

O preço do barril de petróleo, também, foi impulsionado pela perspectiva da International Energy Agency (IEA) de crescente demanda e recuperação do consumo à níveis pré-pandemia no final de 2022, quando se estima que atingirá novamente 100 milhões por dia (b/d). Igualmente, o relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) trouxe otimismo ao mercado e impulsionou os preços. A previsão da organização é de que a recuperação da demanda de petróleo se acelere no segundo semestre do ano.

Os principais analistas de commodities já preveem a retomada de cotação a US$ 100 por barril, nos próximos anos, em virtude da tendência de desinvestimento e redução na oferta no setor de óleo e gás desproporcional à continua demanda. Embora o Brent tenha atingido a cotação máxima em dois anos, na última semana, a realização de lucros e os registros de contração nas importações de petróleo pela China, em maio, pesaram desfavoravelmente.

Além disso, os preços foram influenciados pela divulgação dos dados de estoque de petróleo bruto pelo Departamento de Energia americano (DoE), que reportou uma queda muito maior do que a esperada, de aproximadamente 5,2 milhões de barris.

O otimismo na negociação do acordo nuclear entre os EUA e Irã perdeu força após declarações em Washington reforçarem que haverá manutenções de sanções, ainda que haja um acordo. Dessa forma, corrobora-se com os temores de possível escassez na oferta que cause um desequilíbrio no mercado internacional.

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