Permanece negativa a defasagem entre os preços da gasolina nas refinarias

Por CBIE

De acordo com a atualização mais recente, em 5 de abril, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,04/ litro (ou -1,4%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA). O resultado deve-se a expressiva variação de -2,8% no preço internacional do diesel, com relação ao preço da semana anterior (29/03), somado à redução de -2,3% na taxa de câmbio (R$/US$). Na semana em análise não houve ajuste no preço nacional de refinaria do diesel.

Veja o histórico dos últimos 12 meses no gráfico abaixo:

Na média semanal (30 de março a 5 de abril), o preço do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,09/litro (ou -3,2%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA).

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,50/litro (ou -16,0%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA), em 5 de abril. O resultado teve influência da depreciação de -3,7% no preço internacional da gasolina, com relação à semana anterior, e da variação da taxa de câmbio, citada acima. Assim como o diesel, não houve reajuste no preço nacional da gasolina na semana em análise.

Acompanhe a variação nos últimos 12 meses:

Na média semanal (30 de março a 5 de abril), o preço da gasolina na refinaria nacional ficou R$ 0,53/litro (ou -17%) abaixo do preço do Golfo do México.

Na semana em questão, o preço do barril de petróleo tipo Brent permaneceu influenciado pelos desdobramentos da pandemia do coronavírus (Covid-19). Apesar do avanço das companhas de imunização a nível global e dos pacotes econômicos nos Estados Unidos (EUA) conferirem certo dinamismo à economia mundial, as medidas restritivas na Europa e América Latina, ainda, impactam a demanda pela commodity.

Os preços, também, foram influenciados pelos dados de estoque de petróleo nos EUA que, de acordo com o Departamento de Energia, apresentaram queda de 3,522 milhões de barris ao longo da última semana, com folga acima do recuo inicialmente estimada em 1,6 milhão de barris.

A cotação da commodity, ainda, foi impactada pela decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+) em aumentar gradativamente a oferta ao longo dos próximos meses. A decisão da Opep+ foi contrária a algumas expectativas de que o grupo adotaria uma abordagem de manutenção dos cortes no curto prazo. A decisão do grupo baseou-se na perspectiva de que avanços nos processos de vacinação ajudem a demanda a subir em todo o mundo.

As indicações de que mais oferta do Irã deve chegar em breve ao mercado, apesar das sanções dos EUA, também, influíram na variação dos contratos futuros do petróleo.

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