Preço da gasolina na refinaria nacional segue com defasagem negativa frente à referência internacional

Por CBIE

De acordo com a atualização mais recente, em 12 de abril, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,19/ litro (ou -6,6%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA). O resultado deve-se ao aumento de 0,8% no preço internacional do diesel, com relação ao preço da semana anterior (06/04), somado ao crescimento de 0,6% na taxa de câmbio (R$/US$). Em 10 de abril, a Petrobras reduziu o preço do diesel na refinaria nacional em 3%.

Veja o histórico dos últimos 12 meses no gráfico abaixo:

Na média semanal (6 a 12 de abril), o preço do diesel na refinaria nacional ficou R$ 010/litro (ou -3,4%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA).

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,51/litro (ou -16,5%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA), em 12 de abril. O resultado teve influência da variação positiva de 0,2% no preço internacional da gasolina, com relação à semana anterior, e da variação da taxa de câmbio, citada acima. O preço da gasolina na refinaria nacional não foi ajustado na semana em análise.

Acompanhe a variação nos últimos 12 meses:

Na média semanal (6 a 12 de abril), o preço da gasolina na refinaria nacional ficou R$ 0,48/litro (ou -15,6%) abaixo do preço do Golfo do México.

Na semana em questão, o preço do barril de petróleo tipo Brent permaneceu influenciado pela pandemia do coronavírus (Covid-19). A demanda global pela commodity está no centro das atenções, diante do aumento do aumento nos casos de Covid-19 no mundo, apesar do avanço das companhas de imunização. Acredita-se que a luta contra a Covid-19 ainda está comprometida pela escassez de suprimentos para as vacinas chinesas, pela reabertura das escolas nos Estados Unidos (EUA) e pelos problemas enfrentados por alguns países europeus na campanha de vacinação. Para os agentes do mercado, a demanda precisa aumentar substancialmente para que o preço seja capaz de absorver os aumentos de produção planejado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+) para os próximos meses.

As variações dos contratos futuros do petróleo, também, foram influenciadas pelas tensões entre a Rússia e a Ucrânia, bem como os desentendimentos entre Israel e Irã. Esses conflitos estão ampliando os fatores de risco geopolítico, aumentando a possibilidade de interrupção do fornecimento ou, pelo menos, atrapalhar as negociações para fazer o Irã reingressar no acordo nuclear.

Além disso, o mercado teve influência da divulgação dos dados de estoque da commodity pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE, na sigla em inglês). Houve uma queda de 3,522 milhões de barris nos estoques de petróleo, na semana passada, superando a expectativa do mercado, de queda de 1,6 milhão de barris no período.

Tags: Brasil, Brent, CBIE, Combustíveis, Commodity, Defasagem, Diesel, Economia, EUA, Gasolina, Pandemia, Petrobras, Petróleo, Preço

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