Preço do diesel nas refinarias nacionais se aproxima da paridade de importação

Por CBIE

De acordo com a atualização mais recente, em 4 de abril, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou em R$ 0,03/litro (ou -0,7%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA). O resultado deve-se a queda de 7,4% no preço internacional do diesel, e de 3,6% da taxa de câmbio (R$/US$) com relação à semana anterior (28/03). No período em análise, não houve reajustes no preço do diesel nas refinarias nacionais.

Veja o histórico dos últimos 2 anos no gráfico abaixo:

Na média semanal (de 28 de março a 4 de abril), o preço do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,35/litro (ou -7,1%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA).

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,17/litro (ou -4,2%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA), em 4 de abril. O resultado teve influência do crescimento de 1,8% no preço internacional da gasolina, com relação à última semana, e da queda da taxa de câmbio, citada acima. Tal como para o diesel, não houve reajustes no preço da gasolina nas refinarias nacionais.

Acompanhe a variação nos últimos 2 anos:

Na média semanal (de 28 de março a 4 de abril), o preço da gasolina na refinaria nacional ficou R$ 0,24/litro (ou -5,8%) abaixo do preço do Golfo do México.

No período de análise, o preço do barril de petróleo seguiu sob forte pressão das sanções econômicas derivadas do conflito no leste europeu, assim como do avanço de casos de Covid-19 na China. Ao longo da semana, não houve avanços nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, ou sinais de escalada severa do combate. Porém, em 4 de abril, quando as tropas russas se retiraram da região de Bucha, nos arredores de Kiev, diversos corpos de civis foram encontrados em valas comuns, com indícios de práticas de execução. Os sinais de um possível crime de guerra iniciaram conversas acerca da implementação de sanções ainda mais severas, como o banimento imediato de energéticos russos até mesmo por países como Alemanha e Húngria, que anteriormente se opuseram a medidas dessa natureza.

Na China, apesar da imposição de medidas restritivas sem precedentes, o número de novos casos na cidade de Shanghai continua subindo. Segundo a Rystad Energy, organização de pesquisa independente do setor energético, as restrições sobre trânsito de pessoas na cidade devem cortar cerda de 200 mil barris por dia (b/d) da demanda de petróleo Chinesa. Atualmente, cerca de 45 milhões de chineses estão sob lockdown, reduzindo drasticamente a mobilidade e, consequentemente, a demanda por combustíveis, o que reacende no mercado o temor de um novo choque no downside.

Outro fator importante para o posicionamento do mercado esta semana, foi a realização da 27ª Reunião Interministerial da Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+), em 31 de março. Desde o início da guerra, o grupo vem sendo pressionado por grandes consumidores para modificar seu plano de incremento de produção mensal e compensar o volume global perdido em função de interrupções na cadeia produtiva russa e sanções econômicas contra o país. No entanto, os membros da OPEP+ decidiram manter o aumento já planejado para o mês de maio, de 432 mil b/d, gerando insegurança quanto à garantia de fornecimento do mercado internacional.

Apesar do peso da decisão da OPEP+, seu impacto na especulação da commodity foi imediatamente balanceado pela notícia de que, Joe Biden, Presidente dos Estados Unidos (EUA), autorizou a liberação de 180 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas nacionais. Segundo a Casa Branca, a liberação ocorrerá ao longo de 6 meses, com um volume de 1 milhão de b/d. Além dos EUA, os países membros da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), também, se comprometeram à com a liberação de 62 milhões de barris de petróleo. Ambas as medidas sinalizam a preocupação dos agentes com o cenário de abastecimento global, e uma tentativa de reduzir os altos preços praticados no mercado.

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